COOPERAçãO MILITAR

Reino Unido e França reforçam capacidade de defesa conjunta

Reino Unido e França reforçam a cooperação militar e a capacidade de defesa conjuntaImagem: DR

25/10/2026 20h43

Londres — O Reino Unido e a França intensificaram a sua cooperação militar através de exercícios conjuntos destinados a testar a capacidade de resposta das respectivas forças armadas perante ameaças contemporâneas.

As iniciativas incluem operações aerotransportadas, treino de combate e exercícios de coordenação entre unidades de diferentes ramos militares.

Um dos exercícios em destaque é o Rhino Titan, realizado na Alemanha, que envolveu cerca de dois mil e quinhentos militares britânicos e franceses. A operação destinou-se a testar a capacidade das forças aliadas para responder a um adversário equipado com drones e meios de guerra electrónica.

No âmbito das manobras, cerca de seiscentos paraquedistas britânicos e franceses foram lançados a partir de aeronaves de transporte A400M Atlas da Força Aérea Real britânica. A operação constituiu uma demonstração da capacidade de projecção rápida de forças em território europeu.

Separadamente, o exercício aéreo Rummy marcou um novo passo na cooperação de defesa entre os dois países. Pela primeira vez, caças britânicos Typhoon participaram num exercício aéreo francês relacionado com a dissuasão nuclear, operando em conjunto com aeronaves Rafale sobre o Mediterrâneo.

A aproximação militar ocorre num contexto de preocupações com a segurança europeia, particularmente devido à guerra na Ucrânia e ao receio de uma eventual expansão das ameaças militares russas. Os governos envolvidos pretendem melhorar a interoperabilidade, a coordenação operacional e a capacidade de resposta colectiva.

Apesar da aproximação, os exercícios não significam, por si só, uma decisão de entrada em combate nem a criação automática de uma força militar permanente. O seu objectivo imediato é preparar as unidades para operações conjuntas e demonstrar que os dois países podem coordenar capacidades aéreas e terrestres em cenários complexos.

Ataques da Ucrânia na Crimeia e intensificação das operações militares
Kiev — A guerra entre a Ucrânia e a Rússia continua a provocar danos em infra-estruturas e vítimas em diferentes regiões, enquanto as operações com drones e os ataques contra instalações estratégicas mantêm a pressão sobre os dois lados do conflito.

Entre os acontecimentos mais recentes encontram-se relatos de interrupções no fornecimento de electricidade e água na Crimeia, território ocupado pela Rússia desde 2014.

Segundo autoridades instaladas pela Rússia na península, um ataque ucraniano contra a rede eléctrica levou à imposição de restrições no fornecimento de energia e água. Não foram divulgados dados completos sobre o número de pessoas afectadas.

As autoridades russas também comunicaram ataques com drones em várias regiões do país. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido centenas de aparelhos durante uma noite de operações, embora os números apresentados por uma das partes no conflito não possam ser considerados verificação independente.

Na Ucrânia, as autoridades relataram mortes e feridos em ataques russos em diferentes localidades. Um dos incidentes ocorreu em Synelnykove, na região de Dnipropetrovsk, onde um ataque com drone atingiu um edifício residencial e provocou um incêndio. Outros ataques foram comunicados na região de Sumy.

A utilização crescente de drones tem aumentado a pressão sobre as defesas aéreas e sobre as infra-estruturas civis. Centrais eléctricas, redes de abastecimento, instalações de transporte e edifícios residenciais continuam vulneráveis às operações militares.

A continuidade destes ataques demonstra que a situação permanece instável, apesar dos esforços diplomáticos internacionais. Os balanços de vítimas e os danos materiais continuam sujeitos a actualizações, pelo que os números divulgados pelas autoridades de cada lado devem ser avaliados com prudência.

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