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Oposição Israelita conquista 48 lugares no Parlamento

Oposição Israelita conquista 48 lugares no Parlamento
Oposição Israelita conquista 48 lugares no Parlamento Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h21 07/11/2026

Jerusalém – As eleições legislativas realizadas a 27 de Outubro em Israel confirmaram uma nova configuração parlamentar, com o bloco liderado pelo Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu a conquistar 53 dos 120 lugares da Knesset, enquanto as forças da oposição, lideradas por Gadi Eisenkot, obtiveram 48 assentos, num resultado que impede qualquer dos dois blocos de formar Governo sem o apoio de outras forças políticas.

Os resultados oficiais foram certificados pela Comissão Eleitoral Central e entregues ao Presidente israelita, Isaac Herzog, a 4 de Novembro, depois da conclusão da contagem e da análise das reclamações apresentadas por diferentes formações políticas.

A distribuição parlamentar confirmou que o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, conquistou 27 lugares, enquanto o Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, obteve 21 assentos. A coligação B'Yachad alcançou 12 lugares e a Lista Conjunta garantiu 11 representantes no Parlamento.

O bloco dos Democratas conquistou oito lugares, o mesmo número obtido pelo partido Ra'am. O Yisrael Beytenu, o Judaísmo Unido da Torá e o partido Otzma Yehudit alcançaram, cada um, sete assentos, enquanto o Shas e o Sionismo Religioso obtiveram seis lugares cada.

Os partidos árabes, através da Lista Conjunta e do Ra'am, alcançaram conjuntamente 19 lugares, um resultado que reforça a sua representação parlamentar e poderá assumir importância nas negociações destinadas à formação do próximo Executivo.

A participação eleitoral atingiu 77,9 por cento dos eleitores inscritos, correspondendo a 5 716 665 votos depositados nas urnas. O resultado demonstra uma participação expressiva do eleitorado, num processo marcado por profundas divergências políticas e pela discussão sobre a condução da guerra e a segurança nacional.

Depois da certificação dos resultados, Isaac Herzog iniciou consultas com os representantes dos partidos políticos, com o objectivo de identificar a personalidade com melhores condições para reunir apoio parlamentar e formar um novo Governo. O Presidente dispõe de poderes constitucionais para designar o candidato responsável pelas negociações de formação do Executivo.

O candidato designado terá inicialmente 28 dias para constituir uma coligação governamental, podendo beneficiar de uma extensão adicional de 14 dias, caso as negociações não estejam concluídas dentro do prazo inicial.

Entretanto, Benjamin Netanyahu e os seus aliados contestaram aspectos do processo eleitoral, levantando suspeitas de alegadas irregularidades e interferências externas. Contudo, a Comissão Eleitoral Central declarou não ter encontrado provas de fraude susceptíveis de alterar os resultados, tendo confirmado oficialmente a distribuição dos lugares parlamentares.

A decisão da Comissão foi igualmente acompanhada por divergências entre representantes partidários sobre a investigação de alegadas interferências estrangeiras. A instituição esclareceu que as reclamações analisadas não justificavam a alteração dos resultados certificados.

As negociações políticas deverão concentrar-se na possibilidade de formação de um Governo de coligação ou de um entendimento parlamentar mais alargado, perante a ausência de uma maioria absoluta. Caso nenhum candidato consiga reunir os 61 votos necessários, Israel poderá enfrentar um novo impasse político e a possibilidade de eleições antecipadas.

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