Encontro analisa presidência angolana na CPLP
Luanda - A presidência de Angola na CPLP, bem como a promoção da Língua Portuguesa no cenário internacional estiveram no centro do encontro entre a secretária de Estado para as Relações Exteriores de Angola, Esmeralda Mendonça, e a ministra da Justiça de Portugal, Catarina Castro.
Angola assumiu a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) durante a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da organização, que decorreu de 12 a 17 de Julho de 2021, em Luanda.
No encontro, realizado quarta-feira, em Nova Iorque (EUA), as duas entidades abordaram também questões relacionadas com a cooperação bilateral, à margem da III Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Combate ao Terrorismo.
Ainda na cidade de Nova Iorque, Esmeralda Mendonça reuniu-se com a Representante Permanente da República Democrática do Congo na ONU, Georges Nzogola Ntalaja, com quem falou da situação prevalecente no Leste da RDC, que regista focos de instabilidade devido a acções armadas das forças do M23.
Durante a reunião, a governante angolana reafirmou o engajamento do país na busca de soluções pacíficas para as diferentes crises existentes no continente, em particular na República Democrática do Congo.
Sublinhou a necessidade do cumprimento do Roteiro de Luanda e do Processo de Nairóbi, a fim de se encontrarem o mais rapidamente possíveis soluções pacíficas para pôr cobro à instabilidade na RDC.
Expressou a contínua disponibilidade de Angola em apoiar o processo de pacificação da RDC e demais países da região, sublinha em nota o Ministério angolano das Relações Exteriores.
Por seu turno, o diplomata congolês reconheceu o papel importante de Angola enquanto mediador dos diferentes conflitos na região, particularmente no seu país.
Georges Nzogola Ntalaja enalteceu o trabalho do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, como presidente em exercício da Conferência internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e Campeão da União Africana para Paz e Reconciliação em África.
A 17 de Março do ano em curso, o Parlamento angolano aprovou, por unanimidade, o envio de um contingente de 500 soldados para a República Democrática do Congo.
O objectivo é o de assegurar as áreas de acantonamento dos elementos do M23 e proteger os integrantes do mecanismo "ad hoc" de verificação.