CLIMA

Secretária de Estado destaca Estratégia nacional para as alterações climáticas

Delegação angolana no Fórum mundial sobre migração - Cedida
Delegação angolana no Fórum mundial sobre migraçãoImagem: Cedida

24/01/2024 11h45

Genebra, Suíça (23/01) – A Secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, destacou terça-feira, em Genebra, Suíça, as várias iniciativas inseridas na Estratégia nacional para as alterações climáticas (2022 – 2035), alinhadas com a visão da Agenda 2063 da União Africana e com a Agenda 2030 da ONU que o Executivo leva a cabo.

Estas iniciativas visam mitigar os efeitos das alterações climáticas que incidem negativamente sobre o desenvolvimento do país, incluindo a deslocação e respectiva influência na qualidade de vida das pessoas.

A chefe da delegação angolana ao evento interveio no paínel de alto nível que incluiu dignatários de vários países no quadro da 14ª Cimeira do Fórum mundial sobre migração e desenvolvimento (GFMD), que decorre até quinta-feira no Centro internacional de conferências de Genebra (CICG).

O Fórum comporta seis eixos, nomeadamente o impacto das alterações climáticas na mobilidade humana, direitos e migrações, as diásporas como actores do desenvolvimento económico, social e cultural dos territórios, migrações laborais, melhorar o lugar da migração nas mentalidades colectivas, e a governação multinível.

Na sua intervenção assente no tema “O impacto das alterações climáticas na mobilidade humana”, Esmeralda Mendonça destacou, igualmente, o Canal de Cafu, como um projecto integrado e de grande escala na província do Cunene, e representa uma das respostas mais acertadas do Governo angolano ao fenómeno cíclico da seca severa que regularmente afecta as populações do Sul do País, com efeitos devastadores sobre o seu quotidiano, tendo algumas vezes sido mesmo obrigadas a atravessarem as fronteiras nacionais, en particular para a Namíbia.

Por outro lado, lembrou que o satélite Angosat-2, lançado recentemente, no quadro do Programa Espacial Nacional, vai contribuir e ajudar a melhorar o monitoramento climatológico dos fenómenos meteorológicos, bem como a elaboração de políticas antecipatórias ligadas à mobilidade em todo país, e na região da África Austral.

Na sua alocução defendeu também a importância da realização de investimentos críticos, não somente nas pessoas, como também em infra-estruturas chaves com vista a tirar maior proveito da combinação entre a migração e o desenvolvimento, incluindo no contexto das alterações climáticas.

Para a governante angolana, “a escolha do tema para este painel foi pertinente e oportuna para a retoma do tão esperado Fórum Mundial sobre Migração e Desenvolvimento, pouco tempo após o alcance de mais um importante marco no quadro da COP 28. Neste sentido, Angola saúda a liderança da França na realização deste evento”.

Apontou que “as alterações e os riscos climáticos acrescem a pressão sobre a mobilidade humana e devem levar os Estados e demais parceiros, a reflectir sobre os constrangimentos e oportunidades de tomar medidas precoces e acções coordenadas a todos os níveis para criar caminhos de adaptação centrados nas pessoas, fortalecer a resiliência das comunidades, permitir a mobilidade adaptativa, bem como aproveitar o movimento de pessoas para o desenvolvimento resiliente às alterações climáticas”.

O Fórum Global sobre migração e desenvolvimento (GFMD) foi criado em 2007, sendo um processo que ajuda a moldar o debate global sobre migração e desenvolvimento.

O evento permite que os Estados-membros, em parceria com a sociedade civil, o sector privado, os governos locais e regionais, os jovens, o sistema das Nações Unidas e outras partes interessadas relevantes, analisem e discutam questões sensíveis, criem consenso, apresentem soluções inovadoras e partilhem políticas e boas práticas sobre os processos de migração e desenvolvimento.

 

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