Espírito do 4 de Fevereiro deve servir de exemplo para novas gerações
Luanda - A data do início da Luta Armada de Libertação Nacional (4 de Fevereiro) deve permanecer na memória dos angolanos como um acto de inesquecível bravura e heroísmo, e como um exemplo que deve ser seguido pelas novas gerações, segundo o ministro do Interior, Eugénio Laborinho.
Eugénio Laborinho, que falava à imprensa, no final do acto provincial alusivo ao 4 de Fevereiro, destacou o contributo e o papel prestado pelos antigos combatentes e veteranos da Pátria na luta de libertação que culminou com a conquista da independência nacional, a 11 de Novembro de 1975.
Na ocasião, o governador de Luanda, Manuel Homem, disse que a celebração do 4 de Fevereiro deve servir para enaltecer os precursores desta luta, que derramaram o seu sangue para Angola poder trilhar os caminhos da independência.
Para o governador, o 4 de Fevereiro é um marco para a história de Angola, que “cada cidadão deve continuar a preservar, e que a efeméride serve para exaltar o sacrifício e o sangue vertido pelos angolanos para a sua emancipação, resistência e luta para a liberdade.
“O sacrifício dos angolanos que pereceram em prol desta causa deve ser lembrado, para que as novas gerações percebam que a paz, a estabilidade e o desenvolvimento devem ser maiores premissas,” afirmou o governador de Luanda.
Em Luanda, a efeméride foi marcada pelo hastear da Bandeira Monumento, no Museu Nacional de História Militar, e pela deposição de uma coroa de flores no Monumento do Soldado Desconhecido, à baixa da cidade, ambos pelo Ministro do Interior Eugénio Laborinho.
Participaram da cerimónia membros das Forças Armadas Angolanas, do Ministério do Interior e demais convidados.
Angola celebra hoje, domingo, 4 de Fevereiro, 63 anos do início da Luta Armada de Libertação Nacional, sob o lema “Preservando os valores da Pátria, honremos os nossos heróis".
Foi na madrugada do dia 4 de Fevereiro de 1961 que cerca de 200 nacionalistas angolanos, empunhando catanas e outras armas brancas, desencadearam uma série de ataques a várias cadeias para libertar presos políticos encarcerados pelo regime colonial português.