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General Altino dos Santos defende a valorização da cultura militar

Militares das FAA
Militares das FAA Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h42 09/08/2024 - Actualizado às 12h42 09/08/2024

Luanda - A valorização da cultura militar, as tradições combativas e o reforço da cooperação com outros países a nível bilateral e multilateral, foi defendida, quinta-feira, em Luanda, pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (CEMG-FAA), Altino dos Santos, anunciou o JA.

Intervindo na cerimónia de encerramento do ano académico 2023/2024, na Escola Superior de Guerra (ESG), o general de Aviação justificou o seu posicionamento tendo em conta a importância destes temas na prossecução do interesse comum, que é de garantir a paz, segurança e a estabilidade em África e no mundo.

Sobre a educação militar, afirmou que a Escola Superior de Guerra tem alcançado níveis de excelência na formação e profissionalização dos quadros das Forças Armadas Angolanas e de países amigos, atribuindo-lhes competências necessárias para enfrentar os complexos cenários de defesa e segurança que o mundo contemporâneo impõe.

"Estou certo de que cada um dos finalistas sai daqui mais preparado e com uma visão mais ampla sobre o papel dos chefes militares no reforço da disciplina, da organização e da prontidão combativa das tropas, em prol da defesa da pátria e dos superiores interesses da nação”, disse o general diante dos 193 oficiais formados nos cinco cursos superiores de especialização.

O chefe do Estado-Maior General referiu ainda que os cursos e programas servirão de base para a transformação da escola em universidade militar, onde os estudos serão ainda mais aprofundados em áreas específicas.

"Auguro que o início dessa transformação seja célere, de modo a cumprirmos com o nosso objectivo de transformação para melhor respondermos às exigências actuais”, sublinhou.

Indicou que a Escola Superior de Guerra é uma instituição de ensino militar destinada a formar, aperfeiçoar, especializar e capacitar oficiais das FAA e outros profissionais, em altos estudos estratégicos, operacionais, tácticos e administrativos.

A instituição, frisou, desempenha um papel fundamental na manutenção e no desenvolvimento da capacidade defensiva do país, além de contribuir para a segurança e a estabilidade regional e global.

"Devemos continuar firmes e cientes de que a situação global está em constante mutação, e que as ameaças são cada vez mais diversificadas e complexas, exigindo de nós uma capacidade de adaptação e inovação permanentes, que só podem ser alcançadas através do investimento na formação e capacitação dos quadros militares a todos os níveis”, exortou.

Média de aproveitamento 96%

Durante o acto, o comandante da Escola Superior de Guerra, tenente-general Nassone João, revelou que a exigência do Estado-Maior General sobre o requisito básico de acesso aos cursos ministrados contribuiu para o alcance da média de 96 por cento de aprovação.

Deu a conhecer que no ano académico findo, os trabalhos de fim de curso foram concluídos em tempo recorde, com altas qualidades ou performances científicas e em observância aos parâmetros requeridos ou exigidos no Ensino Superior.

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