Política

Política


PUBLICIDADE

Angola aposta na especialização de 38 mil profissionais de saúde

Presidente da República, João Lourenço, discursa na Cimeira da Aliança Global de Vacinas (GAVI)
Presidente da República, João Lourenço, discursa na Cimeira da Aliança Global de Vacinas (GAVI) Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 09h24 27/06/2025

Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, revelou, em Bruxelas, que Angola está a implementar um programa de formação de 38 mil profissionais em áreas críticas para o reforço dos cuidados primários de saúde.

Ao discursar, esta quarta-feira, na reunião de Alto Nível da Aliança Global de Vacinas (GAVI), adiantou que “investir na formação dos profissionais é investir na soberania sanitária”.

João Lourenço sublinhou que a eficácia de qualquer sistema de saúde “não depende apenas de vacinas e equipamentos, mas sobretudo de profissionais capacitados”, pelo que Angola, com apoio da GAVI, tem vindo a formar epidemiologistas, técnicos de logística, gestores de dados, entre outras especialidades essenciais.

Recordou que Angola já beneficiou de apoios cruciais da GAVI, permitindo a introdução de sete novas vacinas, incluindo as que protegem contra duas das três principais causas de morte, em crianças menores de cinco anos, nomeadamente pneumonia e diarreias virais.

Revelou que será, brevemente, introduzida a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), para garantir uma vida saudável à juventude angolana, enfatizando que o seu país pretende integrar no seu plano de imunização a vacina contra a malária, considerada a principal causa de morte em Angola.

Destacou ainda os avanços na recuperação de crianças “zero dose”, na resposta a surtos de poliomielite, COVID-19, sarampo e cólera, bem como na instalação de cadeias de frio de última geração alimentadas por energia solar.

“A introdução destes equipamentos representa um avanço estratégico para a expansão da vacinação em áreas remotas, assegurando maior cobertura e segurança na conservação das vacinas”, afirmou.

O uso de energia solar, acrescentou, contribui também para a redução das emissões de carbono, promovendo sistemas de saúde mais sustentáveis e alinhados com os compromissos climáticos globais.

João Lourenço fez ainda referência à melhoria substancial na digitalização dos sistemas de informação, o que tem permitido uma gestão mais eficiente das vacinas e de produtos essenciais de saúde.

Reconheceu que a parceria com a GAVI “não apenas salvou vidas, como também reforçou a confiança da população nos serviços públicos de saúde”.

A Cimeira da GAVI foi co-organizada pela União Europeia e pela Fundação Bill e Melinda Gates, reunindo Chefes de Estado, líderes de organizações internacionais, doadores e representantes da sociedade civil, visando mobilizar financiamento para o próximo ciclo estratégico da Aliança Global de Vacinas, que visa imunizar mais 500 milhões de crianças, até 2030.

PUBLICIDADE