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Angola defende soluções colectivas e justas em relação aos desafios dos LLDC

Embaixador Francisco da Cruz
Embaixador Francisco da Cruz Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 12h12 08/08/2025 - Actualizado às 12h12 08/08/2025

Luanda - Os desafios de financiamento que os Países em Desenvolvimento sem Litoral (LLDC) enfrentam exigem soluções colectivas, justas e personalizadas, que abordem as suas vulnerabilidades estruturais, defendeu, quinta-feira, em Awaza, Turquemenistão, o representante permanente de Angola juntos das Nações Unidas, Francisco José da Cruz.

 Segundo uma nota de imprensa do MIREX, o diplomata intervinha na mesa-redonda de alto nível sobre “Disponibilização e Mobilização de Recursos e de Parcerias Globais Reforçadas para o Desenvolvimento Sustentável nos Países em Desenvolvimento sem Litoral”, tendo informado que a nível nacional Angola investiu na mobilização de recursos internos através da reforma fiscal, da digitalização da administração fiscal e do combate à fuga de capitais.

Reconheceu que os recursos internos não são suficientes, por isso, apelou ao aumento da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) para os Países Menos Desenvolvidos (PMDs), LLDCs e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) de forma previsível e concessional, alinhada com as prioridades dos seus respectivos programas de acção.

Apresentou o Corredor do Lobito como um exemplo do potencial transformador das parcerias por ser uma iniciativa que combina financeiramente público e privado, com o envolvimento países vizinhos como a República Democrática do Congo e. Zâmbia, Banco Africano de Desenvolvimento, União Europeia e Estados Unidos da América.

O embaixador Francisco da Cruz referiu que este projecto está a melhorar a conectividade regional, a reduzir os custos logísticos, a promover as cadeias de valor e a atrair investimento produtivo, demonstrando que parcerias sólidas podem gerar soluções inclusivas e estruturais para promover o desenvolvimento sustentável.

Aproveitou a ocasião para dar a conhecer sobre a Cimeira de Financiamento de Infra-estruturas em África, a realizar-se em Outubro deste ano, em Angola, numa parceria com a União Africana e a AUDA-NEPAD.

A iniciativa visa mobilizar capital africano e global para projectos de elevado impacto para reforçar a estratégia do corredor, bem como apoiar iniciativas de investimentos em infraestruturas alinhadas com a Agenda 2063 e a Zona de Livre Comércio Continental Africana.


 


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