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União Pan-Africana quer participação activa dos jovens no desenvolvimento continente

Intervenientes na Cimeira Pan-Africana da Juventude
Intervenientes na Cimeira Pan-Africana da Juventude Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h57 10/08/2025 - Actualizado às 12h57 10/08/2025

Luanda - O secretário-geral da União Pan-Africana da Juventude (UPJ), Ahmed Wiischisong, apelou, sábado, em Luanda, para a participação activa dos jovens no desenvolvimento e construção de um continente pacífico e estável, para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, segundo o JA Online.

 Ao intervir na abertura da Cimeira Pan-Africana da Juventude, ressaltou a importância do contributo juvenil para a exploração dos seus recursos naturais, bem como para alcançar o potencial na área de transacção livre.

Wiischisong realçou a importância de se discutir, no seio dos jovens, as vias para se chegar àquela África que se pretende e os tipos de parcerias necessárias em todo o mundo, defendendo o reforço dos laços entre os países africanos.

Indicou que este reforço entre os países do continente deve ser no sentido de manter a solidariedade entre si, baseada e ancorada nos princípios e valores do Pan-Africanismo.

Segundo o secretário-geral da União Pan-Africana da Juventude, os governos devem fazer maior investimento em tecnologia para se reduzir a dependência dos outros continentes.

“Devemos começar a nos consciencializar, a acreditar em nós mesmos e saber que o colonialismo pode ter acabado, mas o neocolonialismo é real e está em várias formas, desde a economia, a tecnologia à aculturação das nossas sociedades”, sublinhou.

Neste quadro, encorajou os jovens a pensar “fora da caixa” e colocarem o continente no centro das suas discussões, tirando proveito do facto de constituírem mais de 70% da população de África.

“Nossos pensamentos, visão e perspectiva, como jovens, definirão o futuro deste continente, se é possível alcançarmos a Agenda 2063 e a África que queremos”, acrescentou.

Sob o lema “Jovens que promovem a cooperação multilateral por meio da tecnologia e das parcerias”, o certame decorre até ao dia 12 deste mês de Agosto e vai abordar questões relacionados com a inovação, envolvimento político e solidariedade inter-geracional.

Preservação da paz para o desenvolvimento de África

Por seu turno, a conselheira da Comissão da União Africana para a Juventude e Mulheres, Chido Cliopatra Mpemba, destacou a preservação da paz para a união entre os países e o crescimento do continente.

A responsável frisou que a unidade não pode sobreviver sem a paz, mas os jovens africanos carregam a responsabilidade de serem defensores da sua construção e protecção.

“A verdade é que a paz não é simplesmente a ausência de guerra, mas a presença de justiça, de oportunidades e da dignidade para todos”, disse.

Chido Mpemba apelou aos jovens para se colocarem contra a violência e trabalharem árdua e consistentemente para a criação e desenvolvimento das comunidades e do continente africano, através da arte, do diálogo, da política, dos negócios ou do activismo.

“Todo jovem aqui pode ser um arquitecto da paz. Vamos fazer melhor para construir nossas próprias comunidades e garantir um futuro em que os jovens de África não sejam mensageiros da visão de outros, mas os dirigentes do próprio destino”, enfatizou.

Realçou, por outro lado, a importância dos jovens e das mulheres neste processo, pois, no seu entender, estão no centro da União Africana e de cada decisão que é tomada no continente.

O encontro alargado termina terça-feira.

CNJ quer inovação e unidade dos jovens africanos

O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Kalunga, pediu aos jovens africanos para primarem pela inovação e unidade para garantirem o desenvolvimento sustentável do continente.

O apelo foi feito na Cimeira Pan-Africana da Juventude, que decorre sob o lema “Jovens que promovem a cooperação multilateral por meio da tecnologia e das parcerias".

Enfatizou o papel central da juventude na transformação do continente, tendo apontado a tecnologia e as parcerias estratégicas como ferramentas para impulsionar o desenvolvimento.

Nesta senda, sublinhou a importância de transformar os desafios em oportunidades para alavancar o continente.

O líder juvenil reconheceu os múltiplos obstáculos enfrentados pela juventude africana, como a pobreza, desigualdades regionais e os impactos das mudanças climáticas.

Reforçou, por isso, a necessidade de uma postura proactiva e corajosa para se enfrentar os desafios.

“Devemos enfrentar esses desafios com bravura e coragem. Viemos partilhar experiências, aprender uns com os outros e traçar um caminho claro para um futuro melhor para África”, afirmou.

 

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