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Deputados repudiam actos de vandalismo e apelam à preservação da paz

Presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira
Presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira Imagens: Site da AN

Redacção

Publicado às 08h58 14/08/2025

Luanda - A presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, exortou, esta quarta-feira, os angolanos a colocarem o país como um exemplo de paz, unidade e coesão dos seus filhos, no final do debate em torno dos acontecimentos ocorridos nos últimos dias de Julho último.

A propósito dos actos de vandalismo e arruaça, ocorridos nos dias 28, 29 e 30 de Julho no país, Carolina Cerqueira realçou a necessidade de se continuar a defender os valores da democracia, coexistência harmoniosa entre os angolanos, contribuindo para a prosperidade e a justiça social.

Ao se pronunciar no fim do debate solicitado pelos grupos parlamentares do MPLA e da UNITA, no início da sétima plenária extraordinária da terceira sessão legislativa da quinta legislatura da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira defendeu que a responsabilidade, o respeito ao património público e à vida humana deve estar na agenda política, que incumbe a todos.

A Presidente da Assembleia Nacional recordou que o povo eleitor espera que o parlamento seja um modelo de respeito às instituições e referência de tolerância e reconhecimento do diálogo verdadeiro e construtivo, sempre com civismo, mesmo com diferenças de opinião.

Referiu que o debate aberto, patriótico e democrático sobre os actos de vandalismo foi uma demonstração da responsabilidade da Assembleia Nacional em fortalecer o Estado democrático e de direito.

Enfatizou que os jovens devem entender que são o presente e, sobretudo, o futuro, sublinhando que devem afirmar-se como guardiões e promotores da paz nas suas acções e na visão, em relação a um futuro que se quer de desenvolvimento sustentável, em que a paz seja uma realidade.

Os deputados renderam, com um minuto de silêncio, uma homenagem às vitimas resultantes dos actos de vandalismo e arruaças recentemente registados no país.

O Grupo Parlamentar do MPLA condenou os incidentes, que classificou como atentados à ordem pública e à estabilidade social, tendo apelado a actuação firme das autoridades competentes, no estrito cumprimento da lei, para responsabilizar os autores e preservar a paz e coesão nacional.

Por seu lado, o Grupo Parlamentar da UNITA chamou a atenção para as causas e efeitos das convulsões sociais registadas, recomendando a apresentação de soluções e recomendações para prevenir idênticos actos no futuro.

Recordaram que as acções afectaram as províncias de Luanda, Malanje, Huambo, Huíla, Benguela, Cuanza Sul e Bengo, na sequência da paralisação dos serviços de táxi, por causa do aumento do preço do combustível.

De acordo com dados oficiais, os incidentes provocaram 30 mortos, incluindo um oficial da Polícia Nacional, 227 feridos e 1.515 detenções, além de destruição de bens públicos e privados, incluindo estabelecimentos comerciais e viaturas.

Os deputados foram unânimes no apelo à preservação da paz e repudiaram com veemência os actos de vandalismo, que provocaram mortes e ferimentos, destruição de bens públicos e privados e colocaram em causa a segurança pública, lê-se num despacho noticioso publicado no site da Assembleia Nacional.

 

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