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Angola novamente na presidência do Conselho de Paz e Segurança da UA

Miguel Bembe
Miguel Bembe Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h06 04/09/2025 - Actualizado às 11h07 04/09/2025

Luanda - Angola voltou a assumir, quarta-feira, pela segunda vez, a presidência do Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA), órgão estratégico especializado em matéria de paz e segurança continental.

 A indicação do país para dirigir os destinos deste órgão da União Africana, neste mês de Setembro, aconteceu durante a reunião do Conselho de Paz e Segurança dedicada às sessões informativas dos presidentes do referido órgão para os meses de Junho e Agosto de 2025 aos Estados-membros do Comité dos Representantes Permanentes da organização.

De acordo com o JA Online, intervir no acto, em nome do país, o embaixador na Etiópia e representante permanente junto da União Africana, Miguel Bembe, enfatizou o facto de tal acontecimento ter ocorrido na mesma altura em que o país lidera a presidência rotativa da organização.

“De facto, ao consultar os arquivos, não me recordo que semelhante ocorrência tenha acontecido na história da organização continental”, referiu.

O diplomata assegurou que Angola assume estas responsabilidades acrescidas com sentido de dever e profundo respeito, estando à inteira disposição para contribuir no avanço da Agenda Continental Comum, em prol da concretização definitiva da paz e da estabilidade no continente, rumo a uma África próspera e firmemente empenhada nos processos de desenvolvimento e de integração.

Miguel Bembe disse que o Conselho de Paz e Segurança da UA desempenha um papel central na promoção da paz, segurança e estabilidade no continente, acrescentando que o mesmo foi concebido como um órgão decisório permanente para a prevenção, gestão e resolução de conflitos, encarnando a vontade colectiva dos 55 Estados-membros da organização continental.

Como pilar fundamental da Arquitectura de Paz e Segurança Africana, sublinhou que o Conselho de Paz e Segurança está plenamente empenhado na consolidação da paz, na reconstrução pós-conflito e na promoção da governação democrática, elementos indispensáveis para uma estabilidade duradoura.

Falando sobre o Comité dos Representantes Permanentes, disse ocupar um lugar estratégico na arquitectura institucional da organização, actuando como um elo entre as decisões políticas tomadas ao mais alto nível e a sua implementação concreta nas estruturas da União.

Enfatizou que este importante órgão serve de plataforma permanente de intercâmbio, consulta e negociação entre os Estados-membros, cuja acção reforça a sua coesão institucional, facilitando, assim, uma melhor articulação das decisões políticas que são tomadas e a construção de um consenso africano sobre os grandes desafios que o mundo enfrenta.

Angola já dirigiu os destinos do Conselho de Paz e Segurança da União Africana no mês de Julho de 2024.

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