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Presidente João Lourenço encontra-se com Secretário-Geral da ONU

Presidente da República, João Lourenço, e o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, na mesa redonda de alto nível de diálogo Nações Unidas–União Africana
Presidente da República, João Lourenço, e o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, na mesa redonda de alto nível de diálogo Nações Unidas–União Africana Imagens: CIPRA

Redacção

Publicado às 08h49 22/09/2025 - Actualizado às 08h49 22/09/2025

Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, manteve, este sábado, um encontro de cortesia com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, em Nova Iorque (Estados Unidos da América).

João Lourenço assinou o livro de honra da ONU, tendo destacado a importância do papel das Nações Unidas num contexto internacional de grandes incertezas.

“É sempre uma honra visitar a sede das Nações Unidas e poder manter uma conversa com o Secretário-Geral, António Guterres, com quem pude falar sobre os desafios que esta prestigiada organização enfrenta no momento actual do mundo, com as suas convulsões e um contexto de incertezas e imprevisibilidades que nos preocupa a todos”, deixou expresso o estadista angolano.

O Presidente da República manifestou-se animado com a convergência de pontos de vista e com a perspectiva de maior empenho da comunidade internacional na preservação da paz mundial.

A Assembleia Geral das Nações Unidas decorre sob o lema “Melhor juntos: 80 Anos pela Paz, Desenvolvimento e Direitos Humanos”, e o Presidente angolano discursa, esta terça-feira, no debate geral.

Analisada cooperação com os Emirados Árabes Unidos

João Lourenço recebeu em audiência, este domingo, em Nova Iorque, o ministro de Estado dos Emirados Árabes Unidos (EAU), xeque Shakhboot bin Nahyan Al Nahyan, com quem abordou assuntos de interesse comum no quadro das relações bilaterais.

De recordar que Angola e os Emirados Árabes Unidos, com relações formalmente estabelecidas em 1997, assinaram recentemente, em Luanda, 44 acordos, memorandos de entendimento e protocolos, nas áreas da isenção de vistos em determinados passaportes, cooperação militar, gestão das finanças públicas, alfândegas, agricultura, mineração, energia verde e renovável, saúde, banca, cultura, educação, desporto, luta contra a corrupção e inteligência artificial.

À margem da octogésima sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, João Lourenço recebeu igualmente, este domingo, em Nova Iorque, em audiências separadas, o presidente da empresa turca “Pak Yatirim”, Nail Olpak, e o director executivo da África Finance Corporation, Samaila Zubairu.

De sublinhar que, este domingo, o Presidente da República e em exercício da União Africana participou numa mesa redonda de alto nível de diálogo Nações Unidas–União Africana, onde afirmou que a capacidade de África realizar os seus grandes objectivos, no plano do desenvolvimento económico, assenta nos seus recursos naturais.

No evento, promovido pela Iniciativa Empresarial Global para África (GABI), João Lourenço enfatizou que a capacidade do continente africano assenta igualmente nos seus mercados consumidores em acelerado crescimento, conferindo-lhe condições únicas para atrair investimentos, gerar valor acrescentado e consolidar cadeias de valor regionais.

Sublinhou que num mundo marcado por uma profunda instabilidade geopolítica e económica, África pode afirmar-se como um parceiro estratégico com um peso específico considerável.

Destacou que a Agenda 2063 da União Africana traduz a ambição de transformar o continente, através da industrialização, modernização das infra-estruturas, integração regional e elevação do bem-estar social das populações.

Num outro evento, realizado também este domingo, João Lourenço afirmou, perante uma plateia de investidores e parceiros internacionais, que o continente africano possui recursos estratégicos que o tornam decisivo para enfrentar as actuais crises energética e alimentar que afectam o mundo.

João Lourenço afirmou que o continente africano tem rios de grande caudal para ampliar a capacidade hidro-eléctrica, sol em abundância que permite expandir a energia fotovoltaica, como acontece em Marrocos e em Angola, bem como minerais raros necessários à produção de baterias para veículos eléctricos e outras aplicações.

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