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Presidente da República inaugura Hospital Pedro Maria Tonha "Pedalé"

inaugurado Hospital Pedro Maria Tonha "Pedalé"
inaugurado Hospital Pedro Maria Tonha "Pedalé" Imagens: CIPRA

Redacção

Publicado às 14h43 27/09/2025 - Actualizado às 14h50 27/09/2025

Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou, este sábado, o Hospital Pedro Maria Tonha "Pedalé, com capacidade para 145 camas, uma unidade de referência nacional no tratamento de doenças de alta complexidade como cirurgia robótica, transplante de órgãos, oncologia e AVC.

Localizado no bairro Morro Bento, município da Maianga, o hospital ocupa 32 mil metros quadrados, com mais de 42 mil metros quadrados de área construída, distribuídos por quatro edifícios distintos.

O bloco principal, de três pisos, integra serviços clínicos e administrativos, além de um Centro de Treinamento Avançado, Edifício de Apoio Integrado, heliporto e parque de estacionamento.

Após o corte da fita, o Chefe de Estado, acompanhado da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, percorreu várias áreas da unidade hospitalar, ladeado por membros do Executivo e responsáveis do sector da saúde.

O Complexo Hospitalar Pedalé é um dos pilares da estratégia governamental de modernização da saúde pública, concebido para ampliar a resposta a doenças oncológicas graves, com serviços de radioterapia, radiocirurgia, quimioterapia e braquiterapia, além de especialidades como neurocirurgia, cirurgia robótica, ortopedia e medicina nuclear.

A grande novidade é a instalação da linha verde de emergência para o tratamento de acidentes vasculares cerebrais (AVC) em fase aguda, o tratamento do câncer da mama e alta tecnologia em Imagem com a primeira ressonância magnética con 3TESLA.

Com a inauguração deste hospital, especialistas prevêem a redução da taxa de mortalidade por AVC dos actuais 50 por cento para apenas 10 por cento.

O AVC é hoje umas das principais causas de morte e incapacidade no país, com 70% dos sobreviventes a sofrerem sequelas graves e metade a depender de cuidados permanentes, realidade que o novo hospital pretende reverter.

A unidade sanitária comporta ainda 36 gabinetes de consulta externa, 16 salas de exame, 36 poltronas de hemodiálise, duas salas de tratamento de radioterapia e radiocirurgia, medicina nuclear, duas salas de parto, unidade de cuidados intermédios, com capacidade para 16 camas, cinco laboratórios, centro de formação em cirurgia robótica, dois aceleradores nucleares.

Com dimensão regional, o complexo hospitalar conta igualmente com ginásio e um edifício residencial com 20 apartamentos T2.

Outra novidade da infraestrutura é o heliporto, projectado para evacuação de doentes graves a partir de outras províncias, reforçando a capacidade de resposta em situações críticas.

A urgência será, no entanto, de acesso restrito, recebendo apenas pacientes referenciados por outras unidades de saúde.
Capital humano

A unidade hospitalar, orçada em mais de 100 milhões de dólares, vai absorver mais de mil e 600 funcionários, 700 dos quais admitidos recentemente num concurso público.

Durante a construção, o complexo gerou oportunidades de emprego e formação para centenas de jovens angolanos, sendo que no pico da obra estiveram envolvidos mil e 350 trabalhadores, dos quais mil 320 nacionais e 30 expatriados.

O investimento em tecnologia de ponta coloca esta unidade de nível terciário entre as mais modernas do país.

O Executivo espera com este hospital economizar avultados recursos financeiros que são gastos com evacuações e formação especializada no exterior do país.

Antes do descerramento da placa e corte da fita e visita guiada às instalações do Hospital, o Presidente da República, acompanhado dos seus auxiliares, assistiu à exibição do documentário de execução da empreitada, bem como do vídeo de homenagem ao General-de -Exército Pedro Maria Tonha "Pedalé.
Homenagem

A unidade presta homenagem ao general Pedro Maria Tonha “Pedalé”, herói da luta de libertação nacional e antigo ministro da Defesa Nacional.

Natural de Cabinda, destacou-se pela sua contribuição à causa da independência e pelo exercício de funções de relevo no MPLA e no Estado angolano, até à sua morte, em 1995, em Londres.

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