Ministro das Relações Exteriores encontra-se com alta funcionária do Departamento de Estado
Luanda – O ministro das Relações Exteriores, Téte António, encontrou-se, em Nova Iorque, com a sub-secretária de Estado para os Assuntos Políticos dos Estados Unidos da América, Allison Hooker, com quem abordou o estreitamento dos laços de amizade e de cooperação entre os dois países.
O encontro realizou-se, na semana finda, na sede das Nações Unidas, tendo a sub-secretária de Estado para os Assuntos Políticos evocado o papel importante que Angola tem desempenhado na parceria estratégica com os Estados Unidos da América.
Destacou, de igual modo, o investimento que o seu país está a levar a cabo no Corredor do Lobito, província de Benguela, sublinhando que os EUA apoiam fortemente o projecto, importante rota de transporte e logística na África Austral, que liga o Porto do Lobito, ao interior do continente, passando pela República Democrática do Congo (RDC) e a Zâmbia.
Uma nota de imprensa do Ministério das Relações Exteriores adianta que os Estados Unidos da América vêm “Angola como um aliado estratégico e um parceiro chave para o desenvolvimento de África, actuando em várias frentes, como infra-estrutura e conectividade continental, segurança alimentar e agricultura resiliente”.
Os dois interlocutores abordaram igualmente questões regionais e multilaterais, com foco para as questões de paz e segurança internacional.
Participação na reunião sobre doenças não transmissíveis
O ministro das Relações Exteriores participou, na semana finda, em Nova Iorque, na quarta reunião de Alto Nível sobre Doenças Não Transmissíveis, Saúde Mental e Bem-Estar, realizada sob o lema “Equidade e integração - transformando vidas e meios de subsistência através da liderança e da acção sobre as doenças não transmissíveis e a promoção da saúde mental e do bem-estar”.
O encontro, que reuniu personalidades de todo o mundo ligadas à saúde, visou a definição de uma nova visão para a prevenção e o controlo das doenças não transmissíveis, incluindo as cardiovasculares, cancros, diabetes e respiratórias crónicas, além da promoção da saúde mental e do bem-estar, até 2030 e anos seguintes.
Na sua intervenção, Téte António destacou que a reunião proporciona uma oportunidade para reafirmar a importância da equidade e da integração das respostas, transformando vidas, sublinhando que as doenças não transmissíveis estão hoje entre as principais causas de mortalidade em todo o mundo, representando um fardo pesado, particularmente no continente africano.
Recordou que a saúde mental, muitas vezes invisível, continua a ser profundamente incapacitante, exigindo respostas urgentes e integradas, revelando que Angola tem vindo a consolidar políticas e estratégias estruturais, como os planos Nacional de Prevenção, Apoio e Protecção das Pessoas com Doenças Não Transmissíveis (2024-2027), Estratégico Multissectorial de Prevenção e Controlo (2025-2030) e de Acção para a Saúde Mental e o Abuso de Substâncias Psicoactivas (2022-2028).
Enfatizou que a estratégia de Angola baseia-se na promoção da auto-gestão da saúde e de estilos de vida saudáveis, estando a expandir a sua rede de infra-estruturas de saúde, dando prioridade aos cuidados primários, para garantir o rastreio, tratamento e encaminhamento em áreas críticas como a cardiologia, a diabetes, o cancro e a saúde mental.
Participação no lançamento da candidatura do Zimbabwe
Téte António participou, quinta-feira última, em Nova Iorque, na cerimónia de lançamento da candidatura do Zimbabwe a um lugar de membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para o período de 2027-2028.
O lançamento da candidatura foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Internacional do Zimbabwe, Amon Murwira, e baseia-se principalmente no poder do multilateralismo na resolução de conflitos e na promoção da paz e da segurança globais, através da resolução pacífica de litígios.
No seu discurso de lançamento, Amon Murwira apelou para que apoiem o Zimbabwe, tendo afirmado que o país tem um historial comprovado de promoção da paz, desenvolvimento sustentável, justiça e respeito pela soberania e integridade territorial de outras nações.
Desde que ingressou na ONU, a 25 de Agosto de 1980, o Zimbabwe já serviu no Conselho de Segurança, nos mandatos de 1983/1984 e 1991/1992.
A actual candidatura já recebeu o apoio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana (UA), assim como da Venezuela, Japão, China, Rússia, Índia, Cuba e Palestina.