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Ministro afirma que a diplomacia angolana tem uma história de glória

Ministro das Relações Exteriores, Téte António (Arquivo)
Ministro das Relações Exteriores, Téte António (Arquivo) Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 11h55 08/10/2025 - Actualizado às 11h55 08/10/2025

Luanda - O ministro das Relações Exteriores, Téte António, afirmou, terça-feira, em Luanda, que "a diplomacia angolana tem uma história de glória, mas um futuro de grandes responsabilidades".

Segundo o JA Online, o chefe da diplomacia angolana, que discursava na cerimónia de encerramento da Conferência sobre o Papel da Diplomacia Angolana na Conquista e Preservação da Independência Nacional, referiu que o mundo muda rapidamente, e o sucesso da política externa angolana dependerá da sua capacidade de adaptação, de previsão e de unidade.

"Devemos continuar a defender a soberania, a paz, a cooperação e o multilateralismo justo e solidário. Com o espírito de patriotismo e de serviço que sempre nos guiou, renovemos o compromisso de servir Angola com lealdade, inteligência e paixão", sublinhou.

De acordo com o governante, Angola é hoje reconhecida com orgulho e legitimidade como uma potência diplomática para a paz e reconciliação em África.

Este mérito, afirmou, foi consagrado quando os Chefes de Estado e de Governo da União Africana elegeram o estadista João Lourenço, como Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e, em 2025, Presidente da União Africana.

Na visão de Téte António, este reconhecimento não é apenas simbólico, é o reflexo de décadas de coerência, de credibilidade e de trabalho silencioso e firme da diplomacia angolana.

Neste contexto, reiterou, igualmente, que a diplomacia angolana deve continuar a ser também económica e climática, contribuindo para a mobilização de recursos e a implementação dos compromissos da Agenda de Paris sobre o Clima, da Agenda 2030 da ONU e da Agenda 2063 da União Africana.

"É necessário encontrar novas formas de financiamento, público e privado, para os projectos estruturantes do país e para o desenvolvimento humano sustentáveis", frisou.

Por outro lado, Téte António admitiu, também, que a diplomacia moderna exige quadros qualificados, motivados e reconhecidos, tendo reafirmado o compromisso com a valorização profissional e social dos diplomatas, consulares e administrativos e a revisão do estatuto remuneratório.

"O acto de entrega de medalhas e diplomas de reconhecimento que hoje realizamos simboliza a gratidão do Estado angolano e o compromisso de perpetuar a memória daqueles que ergueram a casa diplomacia com sacrifício e honra", enfatizou.

 

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