Política

Política


PUBLICIDADE

Executivo mantém compromisso do país na redução de riscos de desastres

Ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República
Ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h14 14/10/2025

Luanda - O Executivo reafirma o compromisso do país com a materialização do Quadro de SENDAI para a Redução de Riscos de Desastres e com a Agenda 2030 das Nações Unidas, disse segunda-feira, em Luanda, o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado.

O Quadro de SENDAI é um acordo internacional de 15 anos (2015-2030) adoptado pela ONU para reduzir, substancialmente, os riscos de desastres em todo o mundo.

 O governante discursava na abertura da Conferência Nacional sobre Integração de Estratégias para a Redução de Riscos e Resposta a Emergências, realizada pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, no âmbito do Dia Internacional para a Redução de Riscos de Desastres, que hoje se assinala.

Focou-se, particularmente, no 13.° Objectivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que convoca para uma acção urgente de combate aos impactos das alterações climáticas.

Segundo a Angop, Francisco Furtado referiu que a integração das estratégias de redução de riscos de desastres, mudanças climáticas e gestão ambiental constituem uma prioridade das políticas públicas do Executivo angolano, orientadas para a resiliência, segurança e sustentabilidade do desenvolvimento nacional.

Neste sentido, sinalizou os investimentos e o empenho do Governo angolano na construção de infra-estruturas importantes como o Canal do Cafu, barragens do Ndue e Calucuve, no Cunene, bem como acções similares nas províncias da Huíla e Namibe, para o combate à seca.

Estas iniciativas, afirmou, são acompanhadas com a actualização do Plano Estratégico de Redução de Riscos de Desastres, Plano Nacional de Contingência, criação de Comités Locais de Gestão de Riscos de Desastres e promoção de formações e exercícios práticos para melhorar a capacidade de resposta a todos os níveis.

Referiu que a história recente demonstra que os desastres aumentam na mesma proporção em que os riscos se constroem, tanto pela acção humana quanto pelas mudanças naturais e tecnológicas, causando consequências graves para as comunidades, a economia e o meio ambiente.

Angola tem enfrentado seca cíclica no Sul do país, cheias e inundações nas regiões Norte, Centro e Leste e ventos fortes e erosões, além de acidentes graves e incêndios urbanos e florestais, colocando à prova a capacidade de resposta do sistema de protecção civil, segundo o ministro de Estado.

Citou como exemplo mais marcante o recente acidente ocorrido na Serra da Leba, entre as províncias da Huíla e do Namibe, que causou dezenas de vítimas mortais.

Esse episódio trágico, no seu entender, reforça a importância de se fortalecer o atendimento pré-hospitalar e a capacidade de resposta rápida e coordenada entre os diferentes actores de resposta à emergência do sistema nacional de protecção civil.

Por outro lado, defendeu o contínuo investimento na ciência, tecnologia e inovação, integrando os dados meteorológicos, hidrológicos e geoespaciais com os sistemas de planeamento territorial, para garantir a tomada de decisões baseadas em evidências e fazer face às alterações climáticas.

A Conferência Nacional sobre Integração de Estratégias para Redução de Riscos e Resposta tem a duração de um dia e reserva a abordagem de matérias ligadas ao “Sistema Integrado de Atendimento Pré-hospitalar em Acidentes Graves”, “O Papel do Atendimento Pré-hospitalar na Redução da Mortalidade por Acidentes”, “Sistemas de Transporte Aéreo de Pacientes”, entre outros assuntos.

O evento, subordinado ao tema “Financiar a Resiliência, não os Desastres", visa fortalecer a capacidade nacional de redução de riscos de desastres, atendimento pré-hospitalar integrado e prevenção de incêndios em edificações.

PUBLICIDADE