Presidente da República exalta 50 anos de Independência e apela à unidade
Luanda — O Presidente da República, João Lourenço, presidiu, esta terça-feira, ao acto central das comemorações do 50.º aniversário da Independência Nacional, celebrado sob o lema da paz, reconciliação e progresso.
No Mensagem proferida perante Chefes de Estado e de Governo, delegações estrangeiras e altas entidades nacionais, o Chefe de Estado destacou o percurso histórico de Angola desde a proclamação da independência por António Agostinho Neto, em 1975, até à actual fase de consolidação da paz e desenvolvimento.
João Lourenço recordou os “momentos difíceis” vividos durante a Guerra Fria, a luta contra o regime do Apartheid e o longo conflito armado interno de 27 anos, sublinhando que “a paz conquistada em 2002 abriu caminho para a reconstrução nacional e a reconciliação entre os angolanos”.
O Presidente enalteceu o papel de José Eduardo dos Santos na derrota do Apartheid e reafirmou o compromisso do Governo com a erradicação da pobreza, o combate às desigualdades e o fortalecimento da economia nacional.
“Precisamos de trabalhar juntos para consolidar a nossa economia e garantir o bem-estar de todos”, apelou.
Entre as prioridades destacadas, Lourenço mencionou o combate à fome, a reabilitação de infra-estruturas, o investimento em educação, saúde e energia, e a meta de declarar Angola “livre de minas nos próximos dois anos”.
O Chefe de Estado realçou ainda a importância estratégica do Corredor do Lobito, que classificou como “um pólo gigantesco de desenvolvimento regional” com potencial para transformar a economia do país e da África Austral.
No plano internacional, o Presidente reafirmou o compromisso de Angola com a paz e o multilateralismo, defendendo o fim das guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, a criação do Estado da Palestina e a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Manifestou igualmente preocupação com a instabilidade no Sahel, Sudão e República Democrática do Congo, e com o ressurgimento de golpes de Estado em África.
Sobre as mudanças climáticas, disse que Angola aposta na produção de energias limpas e reiterou o compromisso do país com a sustentabilidade ambiental.
Na parte final da intervenção, João Lourenço apelou à união dos angolanos, tendo alertado para que “Não deixemos que as disputas partidárias consumam as nossas energias. O progresso depende do esforço conjunto de toda a sociedade. Vamos trabalhar mais e melhor para fazer Angola crescer.”
O acto, que contou com ampla participação nacional e internacional, marcou um momento histórico em que Angola, pela primeira vez, celebra a sua independência enquanto Presidente em exercício da União Africana, reforçando o papel do país na defesa da paz, da integração e do desenvolvimento do continente.