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Angola realça poder da cultura em unir os povos e estimular a paz

Participantes no VIII Fórum Mundial sobre a Cultura
Participantes no VIII Fórum Mundial sobre a Cultura Imagens: DR

Redacção

Publicado às 09h44 19/11/2025 - Actualizado às 09h44 19/11/2025

Luanda - A promoção da paz, a harmonia no diálogo, a consolidação da solidariedade entre os povos e nações num mundo civilizado dominaram o VIII Fórum Mundial sobre a Cultura de Taihu, que decorreu, terça-feira, na cidade de Shanghai, República Popular da China.

 Ao discursar no evento, a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, destacou o poder da Cultura em unir os povos e fortalecer a confiança entre as nações, no quadro do intercâmbio cultural.

Afirmou que o poder cultural não pode servir apenas para a troca de ideias, valores, conhecimentos e tradições, mas deve ser também uma ponte que aproxime as nações e estimule as várias formas de criatividade que alimenta o espírito de paz no mundo.

Segundo a Vice-Presidente da República, citada pelo JA Online, o mundo de hoje é marcado pela interconectividade e desafiado por profundas transformações resultantes do processo da globalização e dos avanços tecnológicos, que têm mudado “profundamente” a forma como as sociedades vivem, produzem e se relacionam.

Durante o evento, que juntou mais de 500 individualidades, lembrou aos presentes que Angola é um país multicultural, que, recentemente, comemorou meio século de Independência. "Celebramos 50 anos de um Estado soberano, num percurso de desafios, conquistas e de vitórias", realçou.

A cultura angolana, prosseguiu, reflecte-se na acção quotidiana, na música e dança, assim como nos rituais de passagem, na diversidade das línguas, na genialidade das invenções e nas formas de organização social.

Esperança da Costa assinalou que Angola tem promovido a cultura de tolerância, que se consolida todos os dias, e está profundamente comprometida com a reconciliação nacional, igualdade de género, justiça social, desenvolvimento e com a unidade na diversidade cultural.

A Vice-Presidente compartilhou com os presentes que o Chefe de Estado, João Lourenço, elegeu a cultura como pilar fundamental da afirmação da identidade dos povos na preservação das suas tradições ancestrais, o que representa um activo para o fortalecimento da pátria.

Neste sentido, realçou a realização contínua pelo Governo angolano do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz- Bienal de Luanda.

In dicou que a Bienal de Luanda representa um evento de relevância que promove o intercâmbio cultural e de diálogo para a promoção da Cultura de Paz e da Não Violência em África, tornando-se uma ferramenta de diplomacia e cooperação, resultado de uma iniciativa conjunta entre o Governo de Angola, da União Africana (UA) e da UNESCO.

Para a salvaguarda do Património Cultural Mundial, disse que Angola promove a implementação de programas de conservação e gestão participativa do património cultural.

Dada a importância atribuída à Cultura, frisou, a título de exemplo, a aprovação de vários instrumentos de planeamento de curto e médio prazos, com destaque para o Plano de Desenvolvimento Nacional, que confere relevância ao Programa de Valorização e Dinamização em prol da diversidade étnico-linguística.

A Vice-Presidente da República salientou, ainda, no âmbito da importância da Cultura, os vestígios da antiga capital do Reino do Kongo, actual sede provincial de Mbanza Kongo, um dos sítios arqueológicos da África Subsaariana declarado Património Cultural Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 2017, bem como os vestígios arqueológicos subterrâneos da milenar “Arte Sona”, entre outros imateriais, como o semba, já inscrito na lista como Património Cultural da UNESCO.

Relações sólidas de respeito mútuo

Esperança da Costa afirmou, na ocasião, que Angola tem orgulho em manter relações bilaterais sólidas e respeitosas com muitos países, em particular com a República Popular da China, baseadas na amizade, diálogo e na cooperação.

Neste particular, recordou que os laços de fraternidade entre os dois países remontam à década de 1960, período em que a China concedeu apoio militar à causa dos angolanos na luta pela Independência Nacional.

As relações político-diplomáticas e de cooperação, continuou, foram reforçadas em 1983, com a abertura oficial de Embaixadas nos dois países e, mais tarde, com a assinatura de vários instrumentos jurídicos, que permitiram o alargamento da cooperação nos domínios económico, comercial e social, bem como numa parceria estratégica assente na confiança.

Papel crucial da China na reconstrução do país

No seu discurso, agradeceu o Governo da China pelo papel crucial no processo de reconstrução nacional, e que continua a sê-lo no âmbito da reforma e da nova agenda para a diversificação económica e de desenvolvimento sustentável.

A Vice-Presidente disse que o VIII Fórum de Shanghai traduz a força da tradição milenar do povo chinês, um irmão e amigo, que ao longo de vários séculos tem inspirado o mundo com a sua filosofia, arte e capacidade de equilíbrio entre o ser humano e a natureza.

A VIII Conferência Mundial da Cultura de Taihu, disse, continuará a inspirar o florescimento do diálogo cultural e amizade, marcando o princípio de um futuro cada vez mais promissor entre os dois povos.

 

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