Adão de Almeida defende diplomacia activa na região dos Grandes Lagos
Luanda - O Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, manifestou forte preocupação com a instabilidade persistente na região dos Grandes Lagos, ao intervir na reunião da Comissão Executiva do Fórum Parlamentar da SADC (FP-SADC), que terminou, esta quinta-feira, em Durban (África do Sul).
Na qualidade de presidente em exercício do Fórum Parlamentar da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (FP-CIRGL), Adão de Almeida apresentou o relatório sobre a evolução da segurança na região, destacando a “realidade muito complexa e volátil” marcada por conflitos persistentes, tensões políticas e crises humanitárias.
Na ocasião, defendeu uma vigilância contínua e uma acção diplomática regional determinante.
Sublinhou o papel do FP-CIRGL no reforço dos sistemas democráticos, através do acompanhamento das transições políticas e dos ciclos eleitorais, conduzido por missões de observação credíveis, imparciais e tecnicamente sólidas.
Adão de Almeida enfatizou que a estabilidade política dos Estados-membros depende, não apenas da segurança, mas também da robustez dos seus processos democráticos.
Destacou igualmente o reforço da cooperação regional assente no Acordo-Quadro de Paz, Segurança e Cooperação, que continua a ser a principal referência para os mecanismos de prevenção de conflitos, monitorização de fronteiras e coordenação entre governos.
No encerramento dos trabalhos, a Comissão Executiva aprovou o relatório sobre a eficiência operacional do FP-SADC e tomou nota da situação política no Madagáscar.
A reunião da Comissão Executiva serviu de preparação para a quinquagésima oitava Assembleia Plenária do FP-SADC, a decorrer de 30 do corrente mês a 06 de Dezembro, em Durban, sob o lema “O impacto das alterações climáticas na região da SADC e o papel dos parlamentos na atenuação e adaptação”.