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Chefe da Casa Militar do PR exige execução rigorosa do orçamento

Chefe da Casa Militar do PR exige execução rigorosa do orçamento
Chefe da Casa Militar do PR exige execução rigorosa do orçamento Imagens: DR

Redacção

Publicado às 09h57 29/11/2025

Luanda — O Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, afirmou, sexta-feira, que o actual contexto geopolítico obriga a uma atenção redobrada na execução integral dos orçamentos destinados aos órgãos de defesa e segurança nacional.

O governante falava no encontro das Comissões parlamentares de Trabalho Especializadas, que reuniu responsáveis dos sectores da Defesa, Segurança, Ordem Interna, Relações Exteriores e Administração do Território, no âmbito da análise da proposta de OGE2026.

Francisco Furtado chamou a atenção para a necessidade de se reforçar a preparação dos órgãos de defesa e segurança, tendo em conta as instabilidades que marcam o cenário internacional desde o final do século XX e que permanecem nas primeiras décadas do século XXI.

Segundo explicou, o quadro geoestratégico global continua marcado por conflitos regionais persistentes, sobretudo em África e no Médio Oriente, agravados pela fragilidade de vários Estados.

Estes factores, alertou, continuam a gerar conflitos violentos, ameaçam a segurança das populações e colocam em risco interesses nacionais em qualquer parte do mundo.

O ministro apontou ainda que a guerra na Ucrânia, prestes a entrar no quarto ano, e os conflitos no leste da RDC, no Sudão e Sudão do Sul, no Sahel e na Faixa de Gaza criaram “choques geopolíticos e estratégicos”, que alteraram profundamente o panorama da segurança internacional.

Referiu-se também às mudanças inconstitucionais registadas em vários países africanos, incluindo episódios recentes em Madagascar e na Guiné-Bissau, como factores adicionais de instabilidade.

Face a este cenário, Francisco Furtado defendeu o reforço da capacidade nacional para identificar e neutralizar ameaças, através da preparação permanente e da flexibilidade das Forças Armadas e dos órgãos de informação, segurança e inteligência.

Por isso, insistiu na execução integral dos orçamentos aprovados para o sector, reiterando que “não se pede incremento, apenas que se cumpra o que está previsto”.

O governante acrescentou que as Forças Armadas e os demais órgãos do Sistema de Segurança Nacional devem aprimorar a capacidade de detecção e neutralização de ameaças, ajustar dispositivos de segurança pública e tirar partido da experiência acumulada na defesa da soberania e da integridade territorial.

Recordou que as guerras modernas não se vencem apenas com tecnologia, mas também com inteligência estratégica, planeamento rigoroso e coordenação entre todos os órgãos de defesa e segurança.

Nesse sentido, defendeu investimentos permanentes nas Forças Armadas e nos serviços de informação, segurança, inteligência e investigação criminal.

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