Chefe da Casa Militar do PR exige execução rigorosa do orçamento
Luanda — O Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, afirmou, sexta-feira, que o actual contexto geopolítico obriga a uma atenção redobrada na execução integral dos orçamentos destinados aos órgãos de defesa e segurança nacional.
O governante falava no encontro das Comissões parlamentares de Trabalho Especializadas, que reuniu responsáveis dos sectores da Defesa, Segurança, Ordem Interna, Relações Exteriores e Administração do Território, no âmbito da análise da proposta de OGE2026.
Francisco Furtado chamou a atenção para a necessidade de se reforçar a preparação dos órgãos de defesa e segurança, tendo em conta as instabilidades que marcam o cenário internacional desde o final do século XX e que permanecem nas primeiras décadas do século XXI.
Segundo explicou, o quadro geoestratégico global continua marcado por conflitos regionais persistentes, sobretudo em África e no Médio Oriente, agravados pela fragilidade de vários Estados.
Estes factores, alertou, continuam a gerar conflitos violentos, ameaçam a segurança das populações e colocam em risco interesses nacionais em qualquer parte do mundo.
O ministro apontou ainda que a guerra na Ucrânia, prestes a entrar no quarto ano, e os conflitos no leste da RDC, no Sudão e Sudão do Sul, no Sahel e na Faixa de Gaza criaram “choques geopolíticos e estratégicos”, que alteraram profundamente o panorama da segurança internacional.
Referiu-se também às mudanças inconstitucionais registadas em vários países africanos, incluindo episódios recentes em Madagascar e na Guiné-Bissau, como factores adicionais de instabilidade.
Face a este cenário, Francisco Furtado defendeu o reforço da capacidade nacional para identificar e neutralizar ameaças, através da preparação permanente e da flexibilidade das Forças Armadas e dos órgãos de informação, segurança e inteligência.
Por isso, insistiu na execução integral dos orçamentos aprovados para o sector, reiterando que “não se pede incremento, apenas que se cumpra o que está previsto”.
O governante acrescentou que as Forças Armadas e os demais órgãos do Sistema de Segurança Nacional devem aprimorar a capacidade de detecção e neutralização de ameaças, ajustar dispositivos de segurança pública e tirar partido da experiência acumulada na defesa da soberania e da integridade territorial.
Recordou que as guerras modernas não se vencem apenas com tecnologia, mas também com inteligência estratégica, planeamento rigoroso e coordenação entre todos os órgãos de defesa e segurança.
Nesse sentido, defendeu investimentos permanentes nas Forças Armadas e nos serviços de informação, segurança, inteligência e investigação criminal.