MULHERES
Vice-Presidente da República reconhece que mulheres continuam a enfrentar constrangimentos
17/11/2025 12h29
Luanda - A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, reconheceu, esta segunda-feira, em Xangai (China), que persistem desigualdades estruturais que limitam a contribuição do género na construção do desenvolvimento sustentável.
Ao discursar na abertura do Fórum Feminino da Iniciativa Cinturão Rota, Esperança da Costa reconheceu ganhos da presença das mulheres nas instituições, tendo, entretanto, sublinhado que as mesmas continuam a enfrentar constrangimentos, como desigualdade salarial, sub-representação nos centros de decisão, baixo acesso às tecnologias, falta de acesso à terra, aos mercados e às finanças.
Destacou que Angola procura continuamente o desenvolvimento sustentável, diversificar a sua economia, valorizar o capital humano e aposta na transformação industrial e digital.
Deu a conhecer que, no âmbito da Presidência de Angola na União Africana, a Declaração de Luanda, saída da Conferência Regional Africana “África 2025, Visão da Mulher Africana”, reconhece o papel central e transformador da mulher africana nas lutas de libertação, edificação das nações, fortalecimento das economias e preservação das culturas.
Lamentou a persistência de desigualdades e os níveis elevados de violência, exploração, tráfico e discriminação enfrentados por mulheres e meninas, em contextos de conflito e de paz, exortando os governos a promover mais políticas públicas inclusivas que garantam os direitos fundamentais das mulheres em todos os contextos.
Sublinhou que Angola tem investido no aumento da rede escolar e na sensibilização das famílias para a educação sexual reprodutiva, diminuição da gravidez precoce e o evitar do abandono das escolas.
Esperança da Costa citou que o Programa de Empoderamento das Raparigas e Aprendizagem para Todos (PAT II) tem ajudado a melhorar o acesso a serviços e informações de saúde para as mesmas e atender 300 mil beneficiários, permitindo que concluam a educação, adquiram habilidades e tenham um futuro radiante.
Fez saber que a consolidação do papel da mulher na sociedade angolana tem sido sustentada por um quadro jurídico sólido, enfatizando alguns instrumentos legais, como a Lei contra a Violência Doméstica, a Política Nacional para a Igualdade e Equidade de Género e o Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança, entre outros.
Recordou que Angola é signatária de várias convenções e protocolos internacionais e está a implementar o Observatório Nacional de Género, uma plataforma digital que visa congregar e disponibilizar informações relevantes que permitem subsidiar a formulação e implementação dos direitos e políticas públicas para as mulheres.
A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, encontra-se, este domingo, na China, onde cumpre uma agenda de trabalhos de alguns dias.
À chegada, Esperança da Costa recebeu cumprimentos de boas-vindas das autoridades chinesas, e da embaixadora de Angola na República Popular da China, Dalva Ringote Allen.
Visita ao museu do Partido Comunista chinês
A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, efectuou, esta segunda-feira, uma visita guiada ao Museu do Partido Comunista Chinês.
Acompanhada pelo ministro angolano da Cultura, Filipe Zau, da embaixadora de Angola na China, Dalva Ringote Allen, e autoridades chinesas, Esperança da Costa percorreu os vários segmentos do edifício, onde recebeu informações sobre a importância da instituição museológica, no que diz respeito à história da actual República Popular da China.
Criado em 1952, o Museu do Partido Comunista Chinês é classificado como centro da civilização da política, ideologia e do conceito de modernidade no desenvolvimento da China.
Após a visita, Filipe Zau disse ter sido uma oportunidade para a delegação angolana, por estar em exposição as diferentes fases da história da China, que "hoje o mundo vê", sublinhando que o museu está repleto de relatos que marcaram os momentos mais difíceis da história chinesa.