DIPLOMACIA
Diplomata destaca nova vitalidade nas relações entre Angola e Portugal
29/11/2025 10h07
Lisboa - Angola e Portugal vivem actualmente uma fase de renovada vitalidade e pragmatismo nas suas relações bilaterais, nos mais diversos domínios, assente no diálogo franco.
A afirmação foi feita esta sexta-feira, em Lisboa, pela embaixadora de Angola em Portugal, Maria de Jesus Ferreira, durante a cerimónia oficial comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional, assinalados a 11 de Novembro último.
A diplomata realçou que, sob a liderança do Presidente da República, João Lourenço, as relações conheceram uma nova vitalidade e pragmatismo.
Maria de Jesus Ferreira destacou, entre outros avanços, o reforço da cooperação económica e empresarial, materializado em cerca de 20 acordos assinados nos últimos dois anos, em diversas áreas em que empresas portuguesas têm participado activamente.
Nesse sentido, considerou essenciais as reformas estruturais em curso, que apostam na diversificação da economia e na melhoria do ambiente de negócios, com o objectivo de reforçar a confiança dos investidores e ampliar as oportunidades de cooperação bilateral.
A embaixadora realçou também o diálogo político de alto nível entre Luanda e Lisboa, que tem sido intensificado e que se traduz num relacionamento cada vez mais sólido, equilibrado e mutuamente vantajoso.
A cerimónia serviu igualmente para prestar homenagem aos heróis e mártires da luta de libertação nacional, com destaque para o Presidente António Agostinho Neto, fundador da Nação e Herói Nacional, e o antigo Presidente José Eduardo dos Santos, cuja liderança foi determinante na preservação da independência, da integridade e da soberania de Angola.
Por sua vez, o secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal embaixador Francisco Ribeiro Telles, destacou que os dois países “forjaram sólidas amizades que duram até hoje” e realçou os esforços quotidianos do povo angolano na construção de uma nação soberana, orgulhosa da sua identidade e da sua história.
Ao longo destes 50 anos, enfatizou, os dois Estados souberam construir uma relação especial, estável e madura, baseada na igualdade e numa empatia natural, abarcando actualmente praticamente todos os sectores.
Estiveram presentes no acto membros do corpo diplomático acreditado em Portugal, autoridades portuguesas e integrantes da comunidade angolana.
A actividade contou com momentos culturais animados pelos músicos angolanos Edy Tussa, Ângelo Boss e Eduardo Paim, bem como pelo grupo Os Jovens do Hungo.
O jovem Gilberto Adriano declamou o poema “Içar da Bandeira”, escrito pelo primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.