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Antigos combatentes clamam por melhores condições de vida

Antigos combatentes clamam por melhores condições de vida
Antigos combatentes clamam por melhores condições de vida Imagens: DR

Redacção

Publicado às 09h06 04/01/2026

Malanje - Antigos combatentes e veteranos da pátria em Malanje, reiteraram, sábado, o seu apelo ao Executivo angolano, no sentido de velar pela melhoria das suas condições sociais, tendo em conta as dificuldades financeiras que enfrentam.

Ao interagirem durante um encontro de auscultação orientado pelo ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, os participantes solicitaram residências, aumento da pensão, instrumentos agrícolas, inserção e reinserção na Caixa de Segurança Social e apoios aos órfãos e viúvas dos ex-combatentes.

Solicitaram oportunidades de ingresso no ensino médio e superior, bolsas de estudos para os seus descendentes, abertura de vagas para ingresso na função pública, através de concursos públicos, para que possam ser contemplados os filhos que já se tenham formado.

De acordo com os participantes, esta preocupação surge em função das dificuldades que os seus descendentes enfrentam em continuar com a formação, sobretudo no ensino superior, devido a dificuldades financeiras.

Os intervenientes ressaltaram que a resolução destes problemas, para além de satisfazer as necessidades pessoais, confere dignidade aos homens que um dia lutaram e perderam membros e oportunidades de vida em prol da nação angolana.

Entretanto, o ministro João Ernesto dos Santos disse que o Governo vem trabalhando na elaboração de diplomas legais para a melhoria salarial, bem como na resolução de outros problemas da classe.

Por outro lado, o dirigente orientou a Delegação Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria no sentido de trabalhar no registo de todos os filiados, a fim de beneficiarem dos respectivos cartões de identificação, até ao final do primeiro trimestre deste ano, para permitir melhor controlo.

Realçou que essa tarefa se estenderá pelo país, prevendo-se a existência de cerca de 70 mil antigos combatentes.

A jornada de trabalho do ministro foi marcada também hoje com uma visita às instalações da Delegação dos Antigos Combatentes, seguido de um encontro com os trabalhadores para se inteirar do funcionamento e das condições laborais e culminou com uma visita a Cooperativa Agrícola denominada “Ajuda do Povo”, no município do Quéssua, que serviu para avaliar o nível de produção.

A agenda encerra domingo, com as comemorações do acto central do 4 de Janeiro, Dia dos Mártires da Repressão Colonial.

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