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Ministro da Defesa exalta bravura dos heróis do 4 de Janeiro

Ministro da Defesa exalta bravura dos heróis do 4 de Janeiro
Ministro da Defesa exalta bravura dos heróis do 4 de Janeiro Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h52 04/01/2026

Malanje – O ministro da Defesa, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos, considerou hoje, em Malanje, a bravura dos heróis da Baixa de Cassanje como um passo firme e determinante para a libertação e construção de uma Angola próspera.

O dirigente disse que a revolta dos heróis angolanos abriu caminho para outras acções de resistência, entre as quais o 4 de Fevereiro de 1961, a revolta de nacionalistas do Norte de Angola, do 15 de Março de 1961, para o início e a expansão da luta armada de libertação nacional contra o colonialismo português.

Ao discursar no acto Central das comemorações do 4 de Janeiro, Dia dos Mártires da Repressão Colonial, o dirigente realçou que o longo percurso histórico do país que culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, não foi mero acaso, mas fruto da resistência do povo contra todos os actos de subversão colonial.

Disse que passados 50 anos de Independência Nacional os angolanos de forma geral demonstraram firmeza e convicção de que apesar das dificuldades que ainda se vive valeu a pena ter concedido os sacrifícios que culminaram com a paz e reconciliação nacional.

Para o ministro, a liberdade e a soberania que Angola vive são frutos do heroísmo de muitos angolanos que deram as suas vidas em prol do país e constituem hoje bases sólidas para o desenvolvimento almejado.

“Que o espírito da revolta da Baixa de Cassanje seja o trampolim para os angolanos enfrentarem vitoriosamente os actuais e futuros desafios do país”, frisou.

Por outro lado, o ministro disse que o Executivo angolano continua focado em desenvolver acções tendentes a reverter o quadro actual de dificuldades que se vive nos vários domínios rumo à resolução dos problemas sociais e garantia do bem-estar da população.

Para tal, apelou à participação de todos os angolanos na vida do país, arregaçando as mangas e contribuindo para o processo de recuperação da economia, para juntos encontrar soluções para o orgulho da nação.

“Temos que compreender que o desenvolvimento do país assente na diversificação da economia não pode ser apenas de exclusiva responsabilidade do Governo. Se cada um, no campo, na cidade, na fábrica ou no escritório compreender o caminho a curto, médio e longo prazo teremos um país melhor para se viver”, frisou.

Apontou a união do 4 de Abril de 2002, em que os políticos, militares e civis se uniram para fazer a paz em Angola, como exemplo que deve continuar a nortear os ideais para a construção de um Estado democrático e de direito.

Por outro lado, apelou para o fim da vandalização dos bens públicos, cujo fenómeno vem ocorrendo um pouco por todo o país, afectando objectivos económicos e estratégicos, bem como equipamentos sociais.

Realçou que as autoridades do país estão mais atentas a estes actos, sob o olhar de todas as pessoas do bem, que são chamados a denunciar estas e outras más práticas.
O acto decorreu sob o lema “4 de Janeiro-honrar os mártires da repressão colonial, é manter viva a nossa história” e culminou com uma mensagem de exaltação da Confederação Angolana dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.

A revolta da Baixa de Cassanje aconteceu a 4 de Janeiro de 1961, quando milhares de camponeses da antiga companhia luso-belga Cotonang, na província de Malanje, se opuseram contra os colonialistas portugueses para protestar o trabalho forçado na produção de algodão e o baixo salário que auferiam e recusar o pagamento de impostos.

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