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Força Aérea exalta feitos de oficiais generais e antigos combatentes

Homenagem à oficiais generais e antigos combatentes da FAN
Homenagem à oficiais generais e antigos combatentes da FAN Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 10h27 14/01/2026 - Actualizado às 10h27 14/01/2026

Luanda - Antigos comandantes e oficiais generais da Força Aérea Nacional (FAN) na reforma foram, terça-feira, em Luanda, homenageados pela lealdade à Pátria, consubstanciada num inestimável contributo histórico à conquista da Independência Nacional, defesa da soberania e consolidação da paz, alcançada em 2002.

Segundo o JA Online, ao discursar em nome dos agraciados, o tenente-general reformado Fernando Soares destacou que a homenagem não representa apenas um acto formal, mas também um momento de reflexão profunda, de reconhecimento histórico e de transmissão de valores às novas gerações.

“Foram décadas de disciplina, camaradagem e compromisso com a Pátria. Cada missão cumprida, cada dificuldade superada foram tijolos na construção do homem e do militar que cada um de nós se tornou. A farda que vestimos representou sempre a soberania da Pátria, a defesa da liberdade e a garantia da paz que hoje desfrutamos”, afirmou.

Num gesto distinto, deixou uma mensagem de encorajamento à nova geração de militares da FAN, na qual apela ao espírito de continuidade, disciplina, honra e responsabilidade. “A Força Aérea Nacional é um património moral e espiritual da Nação.

Exortamos, por isso, os jovens oficiais, sargentos e praças a manterem-se fiéis ao juramento prestado, a cultivarem a disciplina, a camaradagem e o espírito de corpo, colocando sempre o interesse colectivo acima do individual”, exortou.

A cerimónia solene, realizada no Arquivo Nacional de Angola, no âmbito do 50º aniversário da FAN, foi marcada por momentos de grande emoção, elevado sentido patriótico e reconhecimento institucional.

Na ocasião, juntaram-se, imbuídos do mesmo espírito, oficiais na reforma, dirigentes da Força Aérea Nacional e representantes de outros ramos das Forças Armadas Angolanas (FAA), num ambiente de exaltação dos sacrifícios consentidos e da coragem demonstrada.

O oficial general frisou, igualmente, que a passagem à reforma não significa o afastamento dos princípios e valores militares. “Embora tenhamos passado à reforma, não abandonámos a nobre condição de soldados da Pátria”, disse, partilhando que continuam disponíveis como conselheiros e cidadãos patriotas, “sempre que a Nação precisar da nossa experiência”.

Em declarações à imprensa, o general reformado Roberto Leal Monteiro “Ngongo” manifestou grande emoção, considerando difícil falar do percurso vivido, devido à carga de sacrifícios, riscos e memórias acumuladas ao longo dos muitos anos de serviço.

“É muito difícil falar, porque é algo que nos toca profundamente. O amor que dedicámos ao nosso país permanece dentro de nós. A Força Aérea foi uma verdadeira escola de vida, que jamais esqueceremos. Agradecemos ao povo, que reconheceu o nosso esforço e contributo para a edificação da Pátria angolana”, declarou.

Ciente da continuidade do trabalho de construção do país e defesa da Pátria, precisou que “a juventude deve saber quem somos, e o que fizemos não foi por nós, foi pelos nossos filhos, netos e bisnetos, foi por Angola”.

Por seu turno, o médico e brigadeiro reformado Pedro Jorge de Lara Albuquerque sublinhou que o reconhecimento público constitui motivo de orgulho para todos os oficiais que serviram o país.

“Valeu muito o reconhecimento da Força Aérea por todo o trabalho que desempenhámos. Hoje, ficou claro que não fomos esquecidos e isso, para nós, é motivo de grande alegria”, disse.

Outro homenageado, o tenente-general reformado Domingos Adriano da Silva Neto considerou o reconhecimento justo e representativo do valor histórico do trabalho desenvolvido pelos militares da sua geração.

 

Tributo a Iko Carreira e comandante Gato

A cerimónia de homenagem promovida pela Força Aérea Nacional (FAN) foi marcada pela distinção dos comandantes Henrique Teles Carreira “Iko Carreira” e Ciel da Conceição Cristóvão “Gato”, ambos a título póstumo.

Maria Helena Carreira e Ikena Carreira, viúva e filha do comandante Iko Carreira, respectivamente, receberam das mãos do comandante da FAN, general de aviação Virgínio da Cunha Pinto, o galardão de reconhecimento daquele que foi o primeiro ministro da Defesa da Angola independente.

Descreveram que o momento era de grande emoção e ao mesmo tempo de profunda alegria, pela homenagem da Força Aérea ao nacionalista que desempenhou um papel fundamental na consolidação do Exército angolano. 

 

Por seu lado, o filho do comandante “Gato”, Ciel Cristóvão, também partilhou o sentimento de gratidão, referindo que o reconhecimento é fruto do esforço e dedicação que o pai prestou ao país nas funções de comandante.

“Esse reconhecimento não é unicamente um reconhecimento à pessoa física e nesse caso espiritual dele, mas é um reconhecimento para todos aqueles que trabalharam com ele e que serviram sob seu comando, e também para a hierarquia política e militar de Angola a quem ele serviu”, sublinhou.

 

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