UNIãO AFRICANA

Presidente João Lourenço ambiciona uma União Africana dinâmica e orientada

Ministro das Relações Exteriores, Téte António, representou o Presidente da República, João Lourenço, na reunião do Comité Ad-Hoc dos Chefes de Estado e de Governo sobre as reformas institucionais da União AfricanaImagem: MIREX

30/01/2026 08h53

Luanda – O Presidente da República e em exercício da União Africana, João Lourenço, “ambiciona uma União Africana dinâmica, eficiente e orientada para resultados concretos, capaz de responder com eficácia às aspirações legítimas dos povos do continente africano”.

A declaração foi expressa pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, ao representar, esta quinta-feira, o Presidente da República, João Lourenço, na terceira reunião do Comité Ad-Hoc dos Chefes de Estado e de Governo sobre as reformas institucionais da União Africana.

Na reunião, que decorreu em formato virtual, orientada pelo Presidente do Kenya e Campeão das Reformas Institucionais da União Africana, William Ruto, o chefe da diplomacia angolana adiantou que o seu país a reforma da organização continental “uma necessidade histórica, estratégica e de carácter inadiável”.

Téte António deu a conhecer que o Chefe de Estado angolano defende que a reforma da União Africana “não pode ser um exercício burocrático, mas um acto político de coragem e de transformação real”, indica uma nota de imprensa do Ministério angolano das Relações Exteriores.

Na sua intervenção, Téte António destacou a proposta de integração da Arquitectura de Governação Africana com a Arquitectura de Paz e Segurança Africana, através de um plano único até 2027, visando reduzir duplicações, harmonizar as práticas e fortalecer a prevenção de crises no continente africano.

Saudou ainda a relevância atribuída a revitalização do Conselho de Paz e Segurança e a clarificação dos desafios do financiamento da União Africana, reconhecendo que a dependência excessiva de apoios externos continua a limitar a sua autonomia estratégica.

O chefe da diplomacia angolana considerou que a elaboração de um cronograma claro, acompanhado de um roteiro de implementação com prazos realistas para cada fase da reforma, permitiria conferir maior previsibilidade e coerência ao processo.

Falando em nome do estadista angolano, Téte António explicou que uma abordagem faseada, que leve em consideração factores sensíveis, como os de natureza jurídica, financeira e institucional, poderia facilitar uma avaliação mais objectiva dos progressos a alcançar, permitindo uma implementação progressiva, sustentável e amplamente consensual.

As reformas institucionais da União Africana representam um passo importante rumo a uma organização mais forte e autónoma, mas a sua eficácia depende directamente da vontade política e do compromisso financeiro dos Estados africanos, recordou.

De acordo com a nota de imprensa, as reformas visam tornar a organização mais eficaz e menos burocrática, garantir autonomia financeira, com menos dependência de doadores externos e melhorar a coordenação entre os órgãos da União, assim como focar a organização em prioridades estratégicas reais do continente.

Participaram na reunião, os Presidentes do Burundi, Évariste Ndayishimiye, e da Zâmbia, Hakainda Hichilema, assim como Mahamoud Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana, entre outros altos funcionários da organização continental.

Mais lidas


Últimas notícias