Política

Política


PUBLICIDADE

Presidente da RDC enaltece esforços de João Lourenço para a paz no continente

Presidente da República, João Lourenço, mantém encontro com o seu homólogo da RDC, Félix Tshisekedi, em Luanda
Presidente da República, João Lourenço, mantém encontro com o seu homólogo da RDC, Félix Tshisekedi, em Luanda Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 09h47 02/02/2026 - Actualizado às 09h47 02/02/2026

Luanda - O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, exprimiu, em Kinshasa, gratidão pelos bons ofícios do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, para o fim do conflito no seu país, e enalteceu o seu “sentido de equilíbrio e engajamento permanente com a paz regional e continental”.

De acordo com a imprensa congolesa, citada pelo JA Online, Félix Tshisekedi falava, sexta-feira última, na cerimónia de cumprimentos de ano novo do corpo diplomático acreditado na RDC.

Na sua intervenção, abordou a convocação do chamado “diálogo nacional inclusivo”, questão levantada dentro e fora do seu país, visando discutir, entre outros assuntos, as causas profundas do conflito e a crise humanitária por que passa a RDC.

“Reafirmamos a nossa abertura ao diálogo, entre as várias sensibilidades do nosso povo. Um diálogo pacífico, inclusivo e resolutamente republicano, com o objectivo de fortalecer a coesão nacional, sem nunca pôr em causa as instituições estabelecidas pelo sufrágio universal”, disse Félix Tshisekedi.

No entanto, condicionou a realização do esperado diálogo, esclarecendo que um diálogo interno, nas suas palavras, “por mais necessário que seja, não pode substituir as responsabilidades, os compromissos regionais e as obrigações internacionais”.

Para Félix Tshisekedi, o diálogo interno não pode ser invocado para minimizar o acto de agressão, nem para diluir as responsabilidades estabelecidas e exigidas às partes intervenientes no conflito armado.

“Como afirmei no meu último discurso no Parlamento sobre o Estado da Nação, a justiça seguirá o seu curso normal, rigorosamente, até ao fim, para se honrar a memória daqueles que foram injustamente vítimas desta agressão”, frisou.

O estadista congolês ressaltou que, no actual contexto, a unidade nacional é vital como requisito fundamental, em todas as iniciativas de diálogo.

Afirmou que, caso este diálogo se venha a realizar, “será conduzido em território congolês e liderado pelas instituições da República, em conformidade com a Constituição, as leis e os princípios democráticos que fundamentam o nosso pacto nacional”.

Na visão do Presidente Félix Tshisekedi, a paz genuína exige acções concretas, devidamente calendarizadas e verificáveis.

Nesse sentido, defende a cessação imediata de todo o apoio a grupos armados, por parte do Rwanda, e a retirada das forças estrangeiras do território soberano da RDC, no quadro dos vários acordos e protocolos por implementar, assim como a estrita adesão aos mecanismos regionais e internacionais e a restauração efectiva da autoridade do Estado congolês, em todo o território nacional.

Em Agosto do ano passado, as denominações cristãs da RDC apresentaram um roteiro para iniciar um processo de paz, uma iniciativa que visa fomentar o diálogo nacional inclusivo.

Segundo o plano, tal como divulgado pela imprensa congolesa, quatro etapas principais estruturam o referido guião, nomeadamente estabelecer um clima de confiança e de distensão política entre todos os actores, lançar as bases técnicas e analíticas para o processo, reunir as partes interessadas para abordar os desafios da paz e promover a coexistência pacífica na região dos Grandes Lagos.

Neste quadro, as confissões religiosas instaram o Presidente da República, na sua qualidade de garante da condução dos destinos da Nação, a tomar rapidamente as medidas oficiais necessárias para lançar o referido processo, razão pela qual Félix Tshisekedi deu largo espaço ao tema diálogo nacional inclusivo no discurso de cumprimentos de ano novo.

PUBLICIDADE