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Ana Dias Lourenço destaca papel dos jovens e mulheres no comércio em África

Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, participou como convidada especial no Fórum Diálogo Africano sobre Prosperidade, realizado no Gana
Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, participou como convidada especial no Fórum Diálogo Africano sobre Prosperidade, realizado no Gana Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h06 06/02/2026 - Actualizado às 11h06 06/02/2026

Luanda - A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, destacou, esta quinta-feira, em Acra (Gana), o papel central e inalienável das mulheres e jovens na Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLA). 

Ana Dias Lourenço, que falava na qualidade de convidada especial no Fórum Diálogo Africano sobre Prosperidade, realizado sob o lema “Empoderar as pequenas e médias empresas, as mulheres e os jovens no mercado único africano”, afirmou que a inclusão económica não acontece de forma automática ou por mero decreto.

Adiantou que a inclusão económica exige implementação de políticas activas, adopção de medidas correctivas e uma abordagem consciente e persistente para se ultrapassar as desigualdades históricas e estruturais que continuam a limitar a participação plena de mulheres e jovens na economia formal e no comércio intra-africano.

Defendeu ser essencial investir, de forma consistente e estratégica, em infra-estruturas físicas e digitais de última geração", apelando para a facilitação do acesso ao financiamento e aos serviços financeiros, visando fortalecer as capacidades produtivas, em todo o continente.

Considerou que a inclusão digital, literacia tecnológica e acesso facilitado às plataformas de comércio electrónico devem ser encarados como pilates estruturais de inclusão económica moderna.

Ana Dias Lourenço sublinhou que a ZCLA não deve ser apenas um acordo comercial e técnico, mas um instrumento estratégico capaz de transformar o imenso potencial económico e a vasta diversidade cultural e inesgotável riqueza humana em prosperidade partilhada, equitativa e sustentável para todos os filhos do continente africano.

Destacou a necessidade de uma abordagem realista na implementação do comércio livre africano, sublinhando que o verdadeiro sucesso e sua sustentabilidade, a longo prazo, dependem da capacidade de garantir que o processo de integração seja inclusivo, justo e amplamente participativo.

Segundo Ana Dias Lourenço, é fundamental tratar com especial atenção o vasto sector informal que, embora muitas vezes invisível nas estatísticas oficiais, sustenta milhões de famílias africanas dependentes da mulher.

Na ocasião, a Primeira-Dama partilhou as iniciativas desenvolvidas pela Fundação Ngana Zenza para o Desenvolvimento Comunitário, de que é fundadora e patrona, entre as quais a plataforma “Transforme Vidas, Seja Mulher”, orientada para o empoderamento de jovens mulheres, e a implementação do Campus Juvenil do Cunene, virado para a formação em liderança, capacitação profissional e participação cívica.

Reconheceu que muitas mulheres continuam a operar em sectores de menor rentabilidade e enfrentam barreiras culturais profundas, e defendeu a promoção transversal da perspectiva de género, desde a concepção das políticas públicas à sua implementação, como condição essencial para garantir igualdade de oportunidades.

Disse que investir nas mulheres e nos jovens é uma decisão estratégica para garantir economias mais fortes, sociedades mais justas e um futuro africano de prosperidade verdadeiramente partilhada.

Ao referir-se a Angola, Ana Dias Lourenço reafirmou que o investimento no capital humano continua a ser uma prioridade estratégica do Executivo, sobretudo no contexto da actual transformação económica.

Sublinhou que o eixo central do desenvolvimento angolano assenta na agricultura, indústria, energias renováveis, economia digital e inovação tecnológica, sectores considerados fundamentais para criar emprego e reduzir vulnerabilidades externas do país.

O Fórum Diálogo Africano sobre Prosperidade, que encerra esta sexta-feira, é uma plataforma estratégica e de alto nível que reúne líderes políticos, empresariais e de pensamento de África para promover a integração do continente e a prosperidade partilhada, em consonância com a Agenda 2063 da União Africana.

Organizado pela "Africa Prosperity Network", em parceria com o Secretariado da Zona de Comércio Livre Continental Africana, o fórum impulsiona colaborações ousadas, políticas accionáveis e projectos financiáveis, visando desbloquear o potencial de África como o maior mercado do mundo, beneficiando mais de 1,4 mil milhões de pessoas.

Momentos antes da sua intervenção, Ana Dias Lourenço foi homenageada com um poema intitulado “Mãe das Nações”, em reconhecimento ao seu percurso público e ao seu contributo para a promoção do desenvolvimento inclusivo em África.

O poema foi declamado por uma menina poetiza ganense, Nakeeyat Dramani Sam, e exalta o papel de Ana Dias Lourenço na defesa do empoderamento das mulheres, educação das raparigas e coesão social, bem como na liderança da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento.

 

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