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Analisada reformulação da actividade inspectiva no país

Primeira reunião do Conselho de Coordenação do Sistema de Inspecção Económica, orientada pelo ministro de Estado Dionísio da Fonseca
Primeira reunião do Conselho de Coordenação do Sistema de Inspecção Económica, orientada pelo ministro de Estado Dionísio da Fonseca Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 13h08 10/02/2026 - Actualizado às 13h08 10/02/2026

Luanda – O Conselho de Coordenação do Sistema de Inspecção Económica apreciou, esta segunda-feira, em Luanda, a proposta de extinção do serviço inspectivo do Instituto Nacional de Segurança Social, competência que passará a ser assumida pela Inspecção Geral do Trabalho.

A proposta enquadra-se num conjunto de medidas constantes de um Decreto Presidencial, de Dezembro de 2025, que define acções a serem executadas, até ao final de 2026, por diferentes órgãos da Administração Pública, visando a reorganização do modelo de inspecção económica no país.

Actualmente, o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) realiza visitas de inspecção a estabelecimentos e empresas, para aferir as declarações contributivas e todo o sistema de protecção social do trabalhador, coincidindo com as tarefas já exercidas também pela Inspecção Geral do Trabalho (IGT).

Segundo o secretário do Presidente da República para Reforma do Estado, Pedro Fiete, a competência inspectiva deixa de estar dispersa em duas estruturas do mesmo sector e passa a ser da responsabilidade exclusiva da IGT.

Em declarações à imprensa, no final da reunião presidida pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio Manuel da Fonseca, o secretário deu a conhecer ter sido apreciado, igualmente, a proposta que extingue formalmente o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) e toda a estratégia sobre o reenquadramento do pessoal e do património a si afecto.

Foram ainda apreciadas as directivas sectoriais que orientam os serviços do Ministério do Ambiente, nomeadamente a Direcção Nacional de Tecnologias Ambientais e a Agência Nacional de Resíduos a cessarem imediatamente todas as acções inspectivas sobre estabelecimentos comerciais, industriais, farmácias, hotéis, entre outras entidades, passando a ser executada pela Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA).

Outra directiva que dominou a reunião está relacionada com o Ministério do Interior, orientando os órgãos de investigação criminal a pôr termo às acções inspectivas nos estabelecimentos comerciais, industriais e similares, sem prejuízo da competência investigativa que, nos termos da lei, cabe ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), a Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) e a outros órgãos da polícia criminal.

Entre os temas que marcaram a primeira reunião do Conselho, constou a proposta que visa a descriminalização de certos tipos legais que figuram do Código Penal, por já encontrarem respostas eficazes e suficientes no Direito das Contraordenações.

Trata-se, segundo o secretário Pedro Fiete, dos crimes de publicidade enganosa, especulação e açambarcamento.

No âmbito das medidas do Sistema de Reforma do Sistema de Inspecção Económica, Pedro Fiete disse estar em curso o processo de elaboração da nova entidade inspectiva que resulta da refundação da ANIESA.

Deu a conhecer que os serviços provinciais vão continuar a exercer actividade inspectiva até aprovação da nova entidade.

Criado em 2025, o Conselho de Coordenação do Sistema de Inspecção Económica visa assegurar a implementação da reforma do sector e reforçar a fiscalização das actividades económicas no país.

O Conselho vai monitorar a reforma do sistema de inspecção económica, acompanhar o desempenho dos serviços inspectivos, apreciar normativos e directrizes, avaliar os planos anuais, relatórios de actividades e as propostas de nomeação dos órgãos de direcção e chefia.

O órgão tem como coordenaldor-adjunto o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, integrando ministros, secretários do Presidente da República e o inspector-geral da Administração do Estado (IGAE).

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