FAA exortadas a estarem preparadas para o contexto global actual
Luanda - O ministro da Defesa Nacional, Veteranos da Pátria e Antigos combatentes, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, exortou, esta terça-feira, no Lobito (Benguela), as Forças Armadas Angolanas (FAA) a estarem preparadas para actuar em ambientes operacionais complexos no contexto global actual.
João Ernesto dos Santos discursava na abertura da reunião das chefias das FAA, que analisa conteúdos relativos à sua organização e capacidade operacional, perspectivando estratégias mais exequíveis para elevação do nível de prontidão das suas unidades.
Adiantou que a modernização das Forças Armadas Angolanas deve acompanhar a situação geo-política mundial, que tem sido fértil em acontecimentos inesperados que comprometem a paz e a segurança nas diversas latitudes do planeta.
De acordo com o ministro, as ameaças globais, guerras e conflitos armados tendem a fragilizar a ordem mundial, com prevalência do uso da força em detrimento da diplomacia e da solução pacífica.
Sublinhou que nas regiões Austral e Central do continente africano prevalecem focos de tensão e instabilidade político-militar, particularmente no Leste da República Democrática do Congo, não obstante a assinatura dos acordos de paz, em Washington (Estados Unidos da América), a 04 de Dezembro último, testemunhado por vários Chefes de Estado.
Referiu que as inovações científicas e tecnológicas têm alterado significativamente o tradicional paradigma de actuação das forças amadas nos campos de batalha, adiantando que o Executivo angolano, em conformidade com os recursos disponíveis, está a potenciar as FAA com formação de quadros e especialistas e aquisição de novos equipamentos e meios técnicos de combate.
Reiterou a necessidade de o país continuar a investir no homem, visando reforçar a consciência patriótica das tropas, a disciplina militar, os valores morais e cívicos e o sentido de missão e do dever para continuar a prestar um serviço distinto à pátria.
Sobre a proposta da Lei das Carreiras Militares, actualmente em discussão no parlamento, afirmou que se pretende valorizar o percurso profissional dos militares para uma maior justiça, previsibilidade e transparência na sua progressão, sublinhando que não se trata da retirada de direitos, mas da clarificação do regime existente, mantendo o vínculo do militar, mesmo na situação de reforma.
Quanto a proposta do Código de Disciplina Militar, disse constituir um instrumento fundamental para manutenção da ordem, hierarquia e coesão no seio das instituições militares.
Considerou que as reuniões periódicas das chefias militares são um importante fórum de reflexão sobre o modo como as FAA tem implementado as orientações do Comandante-em-Chefe, João Lourenço, e do Chefe do Estado Maior General das FAA, general de aviação Altino dos Santos, para os diferentes momentos e contextos do processo político do país.
Nesta reunião está em avaliação os vários tipos de asseguramento e de serviços de apoio ao Estado, meios materiais e equipamentos, bem como a prontidão em defesa e preservação da Independência Nacional, integridade territorial, paz e reconciliação nacional, do estado democrático de direito e desenvolvimento socio-económico do país.