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PR representado nas celebrações dos 50 anos do assassinato de Murtala Mohammed

Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do PR, Dionísio da Fonseca, e o embaixador de Angola na Nigéria, Bamoquina Zau, ao lado do busto do general Murtala Mohammed
Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do PR, Dionísio da Fonseca, e o embaixador de Angola na Nigéria, Bamoquina Zau, ao lado do busto do general Murtala Mohammed Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 19h09 11/02/2026 - Actualizado às 19h09 11/02/2026

Luanda - O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Dionísio da Fonseca, representa o Presidente da República, João Lourenço, de 11 a 13 do corrente mês, em Abuja, nas celebrações dos 50 anos do assassinato do general Murtala Ramat Mohammed, antigo Chefe de Estado da Nigéria.

As cerimónias, iniciadas a 05 do corrente mês, em Lagos, junto do monumento sepulcral em homenagem do falecido, e em Kano, terra natal do homenageado, estão a ser dominadas por tributos, orações e conferências sobre a visão pan-africana de Murtala Mohammed.

O Ministro de Estado chegou terça-feira a Abuja, tendo sido recebido pelo embaixador de Angola na Nigéria, José Bamóquina Zau, e vai participar de uma reunião de alto nível com líderes, diplomatas e parceiros africanos, em homenagem a vida e ao legado do general Murtala Mohammed.

Dionísio da Fonseca discursa, esta quinta-feira, em nome do Presidente João Lourenço, numa Conferência Internacional sobre o tema “A África atingiu a maioridade?”, que pretende revisitar a visão pan-africanista de Murtala Muhammed na emancipação política de vários países do continente e a trajectória contemporânea de África na política global.

Recorde-se que “A África atingiu a maioridade?” é o título do discurso proferido por Murtala Muhammed, a 11 de Janeiro de 1976, durante a Cimeira Extraordinária da Organização de Unidade Africana – OUA, dedicada a admissão da República Popular de Angola, que tinha alcançado a sua independência, a 11 de Novembro de 1975.

Esta quarta-feira, o ministro de Estado visitou a antiga Primeira-Dama da Nigéria, Ajoke Murtala Mohammed, viúva do antigo Chefe de Estado, que liderou a Nigéria, entre 1975 e 1976, a quem agradeceu pela forma frontal e decisiva como a Nigéria apoiou o processo de descolonização dos países africanos, especialmente Angola.

Dionísio da Fonseca encontrou-se também com os governadores dos Estados de Bayelsa e Nasarawa, tendo incentivado a implementação dos Acordos de Geminação, assinados em 2025, com as províncias angolanas de Namibe e Bengo, respectivamente, indica uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Nigéria.

Para marcar os 50 anos da morte do Presidente Murtala Mohammed, Angola ofereceu três bustos do mesmo, que serão colocados nas cidades de Luanda (Angola), numa avenida com o seu nome, à Ilha do Cabo), em Lagos, na sua Fundação, e em Abuja, como forma de perpetuar o seu legado e símbolo de gratidão do povo angolano.

Na lápide dos bustos pode ler-se a frase do Presidente João Lourenço “O povo angolano será sempre grato pela nobreza da sua contribuição para a nossa independência”.

A entrega simbólica do busto à Fundação Murtala Mohammed será feita quinta-feira, em Abuja, pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio Manuel da Fonseca, ao presidente da instituição e antigo estadista nigeriano, Olusegun Obasanjo.

Por seu lado, a filha do homenageado, Aisha Murtala, descreveu o gesto do Presidente João Lourenço como sendo “muito nobre por elevar a sua dignidade e honrar a sua determinação pela causa libertadora de África”.

Em novembro de 2025, recorde-se, o Presidente João Lourenço condecorou o general Murtala Muhammed com a Medalha de Honra celebrativa dos 50 anos da Independência de Angola pela sua coerência política e visão pan-africana.

Murtala Ramat Mohammed foi o quarto Presidente da República Federal da Nigéria, assassinado a 13 de Fevereiro de 1976, depois do seu regresso de uma cimeira da OUA sobre Angola, realizada em Adis Abeba (Etiópia).

Liderou a Nigéria de Julho de 1975 a Fevereiro de 1976, depois de suceder o general Yakubu Dan-Yumma “Jack” Gowon, nascido em 1934 e que continua em vida.

Murtala Mohammed nasceu a 8 de Novembro de 1938, no Estado de Kanu, e, aos 33 anos, tornou-se o general de brigada mais jovem da Nigéria, tendo cumprido missões militares no Congo que lhe inspiraram a visão pan-africana de liberdade e auto-determinação.

Foi um defensor incondicional da emancipação política de Angola e da sua entrada nos círculos internacionais da indústria do petróleo e gás, onde a Nigéria já tinha assento cativo.

Ofereceu as primeiras 20 bolsas de estudo a jovens angolanos nas universidades de Kaduna, Lagos e Calabar, bem como apoio financeiro para o funcionamento do primeiro Governo angolano, liderado pelo Presidente Agostinho Neto.

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