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Téte António destaca pragmatismo na presidência do Conselho Executivo da UA

Ministro das Relações Exteriores, Téte António, dirige trabalhos da 48ª sessão do Conselho Executivo da União Africana
Ministro das Relações Exteriores, Téte António, dirige trabalhos da 48ª sessão do Conselho Executivo da União Africana Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 20h10 11/02/2026

Luanda – O ministro angolano das Relações Exteriores e presidente cessante do Conselho Executivo da União Africana (UA), Téte António, afirmou, esta quarta-feira, em Addis Adeba (Etiópia), que a organização continental registou avanços nas reformas institucionais, diplomacia multilateral e promoção da paz e segurança, durante o mandato de Angola.

Ao discursar na abertura da quadragésima oitava sessão ordinária do Conselho Executivo, que prepara a trigésima nona Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, Téte António disse que Angola pautou a actuação da sua presidência com “uma abordagem pragmática, inclusiva e orientada”.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, a presidência do Conselho Executivo, por parte de Angola, foi marcada por “responsabilidade partilhada e projecção do futuro da organização”.

No domínio das reformas estruturais da organização continental, realçou a conclusão do processo de escolha da liderança da organização e o início da implementação do processo de Auditoria de Competências e Avaliação de Habilidades (SACA), iniciativa estratégica focada na reforma institucional e gestão de recursos humanos.

Téte António apontou ainda os esforços de revitalização dos métodos de trabalho dos órgãos da União, visando torná-los mais eficientes, previsíveis e alinhados com as ambições da Agenda 2063 “A África que Queremos”.

No quadro do multilateralismo, disse que Angola promoveu uma diplomacia activa e construtiva, contribuindo para a realização de importantes encontros, que criaram condições para a realização da TICAD-9, em Yokohama (Japão), bem como a sétima Cimeira União Africana–União Europeia, em Luanda.

Uma nota de imprensa do Ministério angolano das Relações Exteriores adianta que Téte António destacou que os vários encontros realizados reforçaram a voz de África nos fóruns globais e consolidaram parcerias estratégicas assentes no respeito mútuo e em interesses comuns.

Quanto à paz e segurança, disse que Angola deu uma contribuição consistente durante o seu mandato no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, tanto no plano técnico-diplomático como político.

A título de exemplo, citou a designação de Évariste Ndayishimiye, Presidente do Burundi, como facilitador para a região do Sahel, e Faure Essozimna Gnassingbé, Presidente do Togo, como mediador da União Africana no diferendo entre a República Democrática do Congo e o Rwanda.

Destacou que Angola apoiou ainda iniciativas destinadas à promoção da paz, estabilidade e reconciliação em vários contextos africanos, nomeadamente a República Centro-Africana, Somália, Sudão do Sul e Líbia, sempre em estreita coordenação com os Estados-membros, a Comissão da União Africana, as Comunidades Económicas Regionais e os parceiros internacionais.

Durante a sua intervenção, Téte António apresentou condolências aos governos e povos do Reino de Marrocos e de Moçambique, devido as recentes inundações que provocaram perdas humanas e materiais, reiterando a solidariedade da União Africana para com as populações afectadas.

Realçou o papel estratégico do Conselho Executivo na arquitectura institucional da UA, por ser o órgão responsável pela harmonização de políticas continentais e preparação de decisões estruturantes para a Conferência dos Chefes de Estado e de Governo.

A quadragésima oitava sessão do Conselho Executivo reúne até quinta-feira os ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros dos 55 Estados-Membros da União Africana, que a Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da organização.

Na reunião, estão em apreciação os relatórios do Comités do Conselho Executivo, da quinquagésima primeira sessão ordinária do Comité dos Representantes Permanentes e da participação da União Africana no G-20, assim como projectos de instrumentos jurídicos da organização e eleger e nomear membros para os órgãos da UA.

O Presidente da República, João Lourenço, cessa o seu mandato de um ano na presidência pro tempore da União Africana, durante a trigésima nona Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, marcada para os dias 14 e 15 do corrente mês, em Addis Abeba.

A União Africana foi fundada em 2002, sucedendo a Organização da Unidade Africana (OUA), criada em 1963, tendo actualmente 55 Estados-membros. Tem a sua sede permanente na cidade de Addis Abeba, Etiópia.

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