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Dionísio da Fonseca destaca visão e legado de Murtala Muhammed

Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do PR, Dionísio Manuel da Fonseca, troca impressões com a viúva de Murtala Muhammed, Aisha Murtala
Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do PR, Dionísio Manuel da Fonseca, troca impressões com a viúva de Murtala Muhammed, Aisha Murtala Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 10h53 13/02/2026 - Actualizado às 10h53 13/02/2026

Luanda - O Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio Manuel da Fonseca, destacou, esta quinta-feira, em Abuja, a vida, coragem, obra, visão e o legado do antigo Presidente da Nigéria, Murtala Muhammed, assassinado em Fevereiro de 1976.

Ao discursar em nome do Presidente angolano, João Lourenço, na Conferência Internacional “A África atingiu a maioridade?”, celebrativa dos 50 anos do assassinato de Murtala Ramat Muhammed, Dionísio da Fonseca considerou o homenageado “um estadista africano de excepção”.

Enfatizou que a Nigéria continua a ser um amigo leal de Angola, adiantando que é um país que soube demonstrar, nos momentos mais críticos do percurso histórico dos angolanos, o verdadeiro significado da solidariedade africana.

Destacou que a Nigéria foi um aliado decisivo e determinante no processo da luta pela independência nacional em Angola, ao prestar apoio político, diplomático, moral e financeiro ao país e a sua causa.

Sublinhou que a conferência “não é apenas um momento de memória nacional para a Nigéria, mas um acto de evocação continental pela vida, coragem, obra, visão e legado de um estadista africano de excepção”.

Na ocasião, Dionísio Manuel da Fonseca procedeu a entrega formal, ao antigo Presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, que preside a Fundação Murtala Muhammed, dos termos legais da doação de dois bustos em bronze, de um total de três, como testemunho da amizade e gratidão do povo angolano.

Os bustos serão colocados em espaços públicos nas cidades de Lagos e Abuja, enquanto o terceiro estará exposto na Avenida Murtala Muhammed, na cidade de Luanda.

Esta sexta-feira, dia em que se assinalam 50 anos do assassinato do general Murtala Muhammed, o ministro de Estado participa numa procissão de tributo com honras militares, depositando uma coroa de flores no Monumento ao Soldado desconhecido, em Abuja.

Foram prelectores na conferência “A África atingiu a maioridade?” os antigos Presidentes da Nigéria, Olusegun Obasanjo e Goodluck Konathan, do Gana, John Kufuor, do Malawi, Joice Banda, e da Serra Leoa, Ernest BaiKoroma, assim como Yemi Osinbajo, antigo Vice-Presidente da Nigéria.

Murtala Ramat Muhammed foi o quarto Presidente da República Federal da Nigéria, assassinado a 13 de Fevereiro de 1976, depois do seu regresso de uma cimeira da OUA sobre Angola, realizada em Adis Abeba (Etiópia).

Liderou a Nigéria de Julho de 1975 a Fevereiro de 1976, depois de suceder o general Yakubu Dan-Yumma “Jack” Gowon, nascido em 1934 e que continua em vida.

Murtala Muhammed nasceu a 8 de Novembro de 1938, no Estado de Kanu, e, aos 33 anos, tornou-se o general de brigada mais jovem da Nigéria, tendo cumprido missões militares no Congo que lhe inspiraram a visão pan-africana de liberdade e auto-determinação.

Foi um defensor incondicional da emancipação política de Angola e da sua entrada nos círculos internacionais da indústria do petróleo e gás, onde a Nigéria já tinha assento cativo.

Ofereceu as primeiras 20 bolsas de estudo a jovens angolanos nas universidades de Kaduna, Lagos e Calabar, bem como apoio financeiro para o funcionamento do primeiro Governo angolano, liderado pelo Presidente Agostinho Neto.

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