Mandato de João Lourenço dinamizou União Africana
Addis Abeba – O mandato do Presidente da República de Angola à frente da União Africana (UA) dinamizou a organização continental e reforçou a execução das suas prioridades estratégicas, reconheceu este sábado o presidente da Comissão da UA, Mohamed Ali Youssouf.
Na sua intervenção na 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA, Mohamed Ali Youssouf sustentou que, neste período, os mecanismos de execução das prioridades estratégicas da União ficaram mais coordenados e eficientes.
Na sua intervenção, o responsável sublinhou que a Comissão da União Africana constitui o principal canal de coordenação das acções destinadas à implementação da Agenda 2063, documento estruturante adoptado para orientar o desenvolvimento do continente entre 2014 e 2028, no seu plano decenal em curso.
Referiu que esta década se caracteriza por um plano de execução mais rigoroso, centrado na consolidação institucional, na promoção da paz e segurança e na resposta aos desafios económicos e sociais que afectam os Estados-membros.
O dirigente abordou igualmente a situação humanitária em várias regiões do mundo, com destaque para conflitos que continuam a provocar sofrimento às populações civis, deslocações forçadas e graves violações do direito internacional humanitário.
Do Médio Oriente ao leste da República Democrática do Congo, passando pela Somália e outras regiões instáveis, as populações continuam a pagar um preço elevado pela violência e pela insegurança, observou.
Relativamente à Palestina, Youssouf defendeu o fim do sofrimento do povo e apelou ao respeito pelo direito internacional e pelos princípios humanitários, que considerou essenciais para a promoção de uma paz duradoura.
O presidente da Comissão reiterou a necessidade de reforço da unidade africana e da acção coordenada face aos desafios globais.
A sessão de abertura da Cimeira ficou marcada pela passagem da presidência da União Africana pelo Chefe de Estado, João Lourenço, o homólogo do Burundi.
O encontro decorre até domingo, com abordagem de pontos centrais da agenda como segurança hídrica, o saneamento, a paz e segurança continental, a integração regional, a cooperação económica e a mobilização de recursos inovadores para implementação da Agenda 2063.
A cúpula apreciará ainda deliberações sobre reformas institucionais da UA, relatórios sobre crises regionais no Sudão, Sudão do Sul e Sahel, e nomeações para conselhos e comitês estratégicos da organização.
A cimeira contempla igualmente diálogos com parceiros africanos e internacionais, visando fortalecer parcerias e definir prioridades continentais.
Participaram na sessão de abertura o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e a presidente do Conselho de Ministros da Itália, Giorgia Meloni.