Recolhidas 35 mil 656 armas de guerra
Luanda - O ministro do Interior, Manuel Homem, revelou, esta segunda-feira, em Luanda, terem sido recolhidas 35 mil 656 armas, milhares de munições e acessórios de uso militar durante o processo de retirada de armamento de guerra do circuito de segurança privada.
Manuel Homem, que falava no acto de encerramento do processo de substituição de armas de guerra em posse das empresas privadas de segurança e entrega das mesmas às Forças Armadas Angolanas (FAA), considerou a acção fundamental para a consolidação do bem-estar comum e estabilidade social no país.
Enfatizou que a medida representa uma decisão política firme e executiva, ancorada numa visão estratégica de segurança interna que coloca a protecção da vida, legalidade e paz social no centro da acção governativa.
Segundo Manuel Homem, as armas recolhidas e retiradas do circuito da segurança privada passam para o controlo exclusivo das forças de defesa e segurança do Estado.
Destacou que o processo constitui uma das maiores operações já realizadas em Angola, em matéria de reorganização e controlo do armamento utilizado pela segurança privada, reforçando a autoridade do Estado no domínio do uso legítimo da força.
Garantiu que as armas recolhidas foram substituídas por meios e equipamentos compatíveis com a natureza legal das funções das empresas de segurança privada para assegurar a continuidade dos serviços que prestam, sem comprometer o princípio de que o uso de armamento de guerra é prerrogativa exclusiva das forças de defesa e segurança do Estado.
Reafirmou o compromisso do seu ministério e demais órgãos de defesa e segurança em prosseguir acções que consolidem a segurança interna, e advertiu que não haverá tolerância para o uso ilegal de armas de guerra, crimes violentos e quaisquer atentados à paz e tranquilidade públicas.
Por sua vez, o secretário de Estado para a Indústria Militar, Afonso Neto, considerou que a iniciativa conduzida pelo Ministério do Interior, em coordenação com outros órgãos, representa um passo firme na consolidação do Sistema de Segurança Nacional.
Afonso Neto apelou aos representantes das empresas de segurança privada para que continuem a colaborar com as autoridades, no estrito cumprimento da legislação em vigor.
Participaram na cerimónia, representantes do Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, oficiais generais e comissários, bem como responsáveis das empresas de segurança privada e dos sistemas de auto-protecção.