LIBERDADE
Novas gerações devem conhecer legado do 04 de Fevereiro - Ministro de Estado
05/02/2026 08h24
Luanda - O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, defendeu, esta quarta-feira, em Cabinda, que a ousadia dos combatentes do 04 de Fevereiro de 1961 deve ser relembrada, preservada e transmitida às novas gerações.
Francisco Pereira Furtado, que discursava no acto central das celebrações do 4 de Fevereiro de 1961, destacou a coragem de um grupo de jovens corajosos que empunharam catanas para enfrentar a polícia repressiva e as tropas coloniais portuguesas fortemente armadas, enfatizando a sua coragem, sacrifício e patriotismo.
O ministro de Estado destacou os progressos alcançados pelo país, nos últimos anos, nos domínios socio-económico, político, cultural e no plano externo.
Realçou a construção de diversas infra-estruturas, entre as quais, no domínio da saúde, hospitais em várias províncias do país, contando actualmente o Serviço Nacional de Saúde com três mil 335 unidades sanitárias, contra as 320 existentes, em 1975.
Salientou que, até ao terceiro trimestre de 2025, o país dispunha de cerca de 44 mil camas hospitalares, das quais mil e 600 para cuidados intensivos.
No domínio da protecção social, registou-se um aumento no número de beneficiários de transferências sociais monetárias, que passou de 610 mil 382, no primeiro trimestre de 2025, para os actuais mais de um milhão.
Em relação ao número de famílias assistidas com cesta básica revelou que passou de 23 mil e 70 agregados para 93 mil 624.
No domínio das infra-estruturas rodoviárias, habitação e serviços comunitários, o país registou avanços, com impacto directo no bem-estar das famílias e das empresas, adiantou.
Francisco Pereira Furtado recordou que o índice de desenvolvimento humano de Angola ultrapassou a região subsariana do continente e convergiu com a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.
O acto central do 04 de Fevereiro decorreu sob o lema “Preservando os valores da pátria, honremos os nossos heróis”.