PAZ

Situação no Leste da RDC analisada em Luanda

Presidente da República, João Lourenço, e líderes africanos analisam situação no Leste da RDCImagem: Angop

09/02/2026 18h49

Luanda – O Presidente da República e em exercício da União Africana, João Lourenço, analisou, esta segunda-feira, em Luanda, com os seus homólogos do Togo, Faure Gnassingbé, da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, e com o antigo Chefe de Estado da Nigéria, Olusegun Obasanjo a situação de paz e segurança no Leste da RDC.

No encontro, os líderes africanos analisaram os mais recentes desenvolvimentos no terreno e avaliaram possíveis vias para a promoção de um acordo duradouro, no quadro dos mecanismos regionais e continentais de resolução de conflitos.

Recorde-se que o Presidente João Lourenço tem assumido um papel de relevo nas várias iniciativas para a pacificação do Leste da República Democrática do Congo, defendendo soluções políticas sustentadas no diálogo e coordenação entre Estados da região dos Grandes Lagos.

O Presidente do Togo, Faure Gnassingbé, foi designado mediador da União Africana para o conflito no Leste da RDC, no âmbito das iniciativas da organização continental para a busca da paz, segurança e estabilidade na região.

A reunião inseriu-se nos esforços conjuntos de líderes africanos para reforçar a cooperação regional e encontrar soluções políticas africanas para o conflito, visando a estabilidade na região dos Grandes Lagos.

A situação político-militar e de segurança no Leste da RDC continua instável, apesar da assinatura, em Dezembro de 2025, em Washington, de um acordo de paz entre os Presidentes da República Democrática do Congo e do Rwanda, sob os auspícios do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.

O documento, assinado pelos Presidentes Félix Tshisekedi, da RDC, e Paul Kagame, do Rwanda, visa pôr termo ao conflito, garantir a retirada de tropas rwandesas do território congolês e o cessar do apoio às milícias armadas hostis.

No entanto, a violência persiste, com grupos rebeldes, com destaque para o M23, a continuarem activos e envolvidos em confrontos com as forças governamentais.

Os combates têm provocado a fuga de milhares de civis, e agrava a crise humanitária nas províncias do Kivu, onde se registam deslocamentos internos, insegurança alimentar e dificuldades de acesso a serviços básicos.

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