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Vulnerabilidade da dívida afecta países menos avançados

Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz (Arquivo) - MIREX
Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz (Arquivo)Imagem: MIREX

06/03/2026 12h28

Luanda - O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco josé da Cruz, afirmou, esta quarta-feira, em Nova Iorque, que as lacunas de financiamento e a crescente vulnerabilidade da dívida continuam a afectar os chamados Países Menos Avançados.

De acordo com o diplomata angolano, que falava na reunião sobre a implementação do Programa de Acção de Doha e as prioridades dos Países Menos Avançados, no contexto da quarta Conferência sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, adiantou que a dívida, limitada diversificação produtiva e acesso restrito ao financiamento climático são outros factores que afectam os referidos países.

Salientou que, apesar dos desenvolvimentos registados, a responsabilidade colectiva deve assegurar coerência entre os compromissos e a concretização, tendo proposto o estabelecimento de um quadro de monitorização mais estruturado e transparente que ligue os principais resultados esperados do Plano de Acção para a Transição, particularmente nas áreas do financiamento concessional, alívio da dívida e capacitação.

Abordou, igualmente, o reforço e operacionalização de mecanismos de apoio à transição suave para os países em processo de saída e os que saíram recentemente, garantindo o acesso contínuo ao financiamento concessional, a fundos climáticos e assistência técnica.

Deu a conhecer que Angola está actualmente a preparar a sua avaliação nacional de implementação, sublinhando que as medidas de apoio internacional devem estar melhor alinhadas com as realidades específicas de cada país e com as suas vulnerabilidades estruturais.

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