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Téte António realça papel de Angola na promoção da paz em África

Inaugurada exposição fotográfica no quadro da conferência As experiências de Angola na OUA/UA e na ONU
Inaugurada exposição fotográfica no quadro da conferência As experiências de Angola na OUA/UA e na ONU Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 14h00 02/04/2026

Luanda — O ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou, esta quarta-feira, o papel assumido por Angola como factor de equilíbrio, promoção da paz e catalisador de soluções africanas para os problemas do continente.

Ao discursar na abertura da conferência “As experiências de Angola na OUA/UA e na ONU”, sob o lema “Celebrar as conquistas da diplomacia angolana nos 50 anos de independência nacional”, frisou que a acção do país nos processos de mediação e estabilização regional reflecte uma diplomacia assente na credibilidade, confiança e compromisso com a paz duradoura.

Recordou o envolvimento de Angola em processos de mediação e estabilização regional, sobretudo na África Central e Austral, o que reforça a sua credibilidade como promotor da paz e segurança no continente.

No plano multilateral global, adiantou, que a participação de Angola nas Nações Unidas constitui uma expressão clara da adesão a uma ordem internacional baseada em regras, no primado do direito internacional e centralidade do diálogo.

Sublinhou que Angola defende os princípios da Carta das Nações Unidas, como instrumento concreto para a preservação da paz, soberania, desenvolvimento e sã convivência entre os povos.

Salientou que as várias tentativas de pôr fim à guerra civil permitiram ao país acumular experiência em matéria de prevenção, gestão e resolução de conflitos, erguendo uma doutrina de paz.

Destacou que Angola, em 50 anos, cumpriu dois mandatos no Conselho de Segurança da ONU, como membro não permanente, assim como no Conselho Económico e Social (ECOSOC), Comissão de Consolidação da Paz da ONU, cumprindo actualmente o seu segundo mandato no Conselho dos Direitos Humanos e o quarto no Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

Recordou que o Presidente da República, João Lourenço, concluiu recentemente mandatos na presidência da União Africana, na Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e na Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), com um balanço amplamente reconhecido pelos Estados-membros como sendo de elevado nível, motivo de orgulho nacional.

Indicou que Angola se posiciona como um actor relevante e construtivo nos grandes debates da agenda global, desde a reforma da arquitectura da governação internacional até às questões da segurança energética, alterações climáticas, segurança alimentar e mobilidade humana.

Segundo afirmou, o mundo atravessa uma fase de inflexão histórica, marcada pela emergência de uma ordem internacional mais fragmentada, com rivalidades estratégicas, polarização, redefinição de alianças e maior complexidade dos desafios transnacionais.

Considerou que, neste contexto, África, e Angola em particular, não deve limitar-se a reagir, mas afirmar-se como sujeito activo, capaz de influenciar e moldar os rumos da nova arquitectura do sistema internacional.

O Chefe da diplomacia angolana salientou que, desde a independência, a diplomacia angolana assumiu um papel de resistência, afirmação soberana e solidariedade internacional, com contributos relevantes para o fim do colonialismo e do apartheid em África, bem como para a consolidação da unidade e da autodeterminação dos povos africanos.

Téte António considerou ainda que o actual contexto internacional, marcado por novas dinâmicas geopolíticas, exige uma diplomacia mais estratégica, capaz de influenciar os processos de decisão e de contribuir para a construção de soluções sustentáveis para desafios globais, como a segurança energética, as alterações climáticas, a segurança alimentar e a mobilidade humana.

Defendeu o reforço da formação de quadros diplomáticos e a articulação entre a política externa e as prioridades nacionais de desenvolvimento.

Durante a sua intervenção, Téte António prestou homenagem aos antigos titulares das Relações Exteriores, entre os quais José Eduardo dos Santos, Paulo Teixeira Jorge, Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”, Venâncio de Moura, João Bernardo de Miranda, Assunção Afonso dos Anjos, Georges Chikoti e Manuel Augusto.

O programa da conferência integra vários painéis temáticos dedicados ao percurso de Angola na Organização da Unidade Africana, actual União Africana, e na Organização das Nações Unidas.

Estão em análise temas ligados a admissão de Angola na OUA/UA e na ONU, o papel do país no Comité de Libertação da OUA, a presidência angolana na União Africana, a participação da ONU no desenvolvimento económico e social de Angola, bem como o papel de Angola na Organização das Nações Unidas.

No quadro da conferência, está em exibição uma exposição fotográfica sobre a história do processo de admissão de Angola na Organização da Unidade Africana e nas Nações Unidas.

Participaram no evento, membros do Executivo, deputados à Assembleia Nacional, corpo diplomático acreditado em Angola, embaixadores e directores das diferentes áreas geopolíticas do Ministério das Relações Exteriores.

Esta quinta, decorre a cerimónia de outorga de medalhas e diplomas de reconhecimento a figuras que contribuíram para o fortalecimento da diplomacia angolana.

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