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UNITA apela ao perdão pelo passivo da guerra

Bandeira da Unita
Bandeira da Unita Imagens: Reprodução/Wikipedia

Redacção

Publicado às 10h25 05/04/2026 - Actualizado às 10h25 05/04/2026

Luanda - A UNITA apelou, este sábado, o povo angolano a perdoar com elevação os passivos da guerra fratricida e aprofundar a paz e a reconciliação nacional.

Em declaração divulgada por ocasião do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, que se assinala a 04 de Abril, a UNITA presta homenagem a todos os patriotas que lutaram pela causa da Independência, paz e unidade nacional, sublinhando que "o aprofundamento da paz implica reconhecer, de forma igual e justa, os signatários dos Acordos de Alvor", nomeadamente Holden Roberto, Agostinho Neto e Jonas Savimbi, "como artífices da Independência e heróis nacionais".

A UNITA salienta que "o aprofundamento da paz implica reconhecer, de igual modo, o contributo prestado ao país por milhares de presos políticos, patriotas e nacionalistas, que, não sendo parte dos três Movimentos de Libertação Nacional, foram igualmente artífices da Independência e heróis da luta de libertação nacional, sejam eles conhecidos ou desconhecidos".

"A Independência, a democracia, a paz e o desenvolvimento são conquistas de heróis e mártires, de sacrifícios imensuráveis consentidos durante décadas, por todos os filhos de Angola, e que estão escritos a sangue na memória colectiva de todas as famílias angolanas", lê-se na declaração.

A UNITA exorta todos os "todos os patriotas angolanos a contribuírem para o aprofundamento da paz, extirpando todas as tendências de intolerância política, de exclusão social, hegemonia de grupos, fraudes e outras ameaças à estabilidade e à reconciliação nacional efectivas".

Na sua declaração, recordam que, a 04 de Abril de 2002, a UNITA e o Governo assinaram, formalmente, em Luanda, o Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, para a cessação das hostilidades e resolução das demais questões militares pendentes, nos termos do Protocolo de Lusaka, assinado em Lusaka (Zâmbia), em Novembro de 1994, para complementar os Acordos de Bicesse (Portugal), assinados a 31 de Maio de 1991, 

A assinatura do Memorando do Luena, prossegue a UNITA, representou o culminar de um longo percurso em busca de entendimentos entre os angolanos, iniciado no período antes da proclamação da Independência de Angola, com as cimeiras de Kinshasa, entre UNITA e FNLA, do Luena (Moxico), entre UNITA e MPLA, de Mombaça e Nakuru (Kenya), entre FNLA, MPLA e UNITA, como ante-câmaras dos Acordos de Alvor, rubricados, a 15 de Janeiro de 1975, em Portugal.

A UNITA recorda que estes acordos estabeleceram os termos para a transição política, incluindo a eleição de uma Assembleia Constituinte, de um Presidente da República e, posteriormente, a proclamação da Independência Nacional, a 11 Novembro de 1975.

Na declaração enfatizam que "deve haver igualdade de direitos e de oportunidades para todos. Ninguém deve ser preso, perseguido, discriminado, privado de seus direitos, isento de seus deveres ou excluído de oportunidades económicas por causa da sua raça, do seu lugar de nascimento, suas convicções políticas ou religiosas".

Recorde-se que o Dia da Paz e da Reconciliação Nacional é celebrado anualmente, em todo o país, a 04 de Abril, comemorando a assinatura dos Acordos de Paz, que colocou fim a décadas de conflito armado.

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