Angola manifesta-se contra embargo económico e financeiro a Cuba
Luanda – Angola manifestou-se, em Genebra, Suíça, contra o embargo económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos da América contra Cuba, e a sua aplicação extraterritorial, que impõe graves consequências humanitárias ao povo cubano.
O posicionamento foi expresso sexta-feira pela representante permanente de Angola junto do Escritório da ONU e outras Organizações Internacionais em Genebra, Ana Maria de Oliveira, durante um evento realizado no Palácio das Nações Unidas sob tema “Impacto humanitário das medidas coercivas unilaterais: o bloqueio económico contra Cuba”.
A embaixadora angolana recordou que o embargo restringe o acesso a bens essenciais, incluindo alimentos, medicamentos, material médico e combustível, ao mesmo tempo que limita o comércio, o investimento e as remessas, afectando directamente a saúde, a educação e o gozo dos Direitos Humanos fundamentais.
Reiterou que as medidas coercivas unilaterais prejudicam a dignidade humana, violam o Direito Internacional e impedem a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
“Angola salienta que estas medidas prejudicam os direitos das populações afectadas, em particular das mais vulneráveis”, afirmou Ana Maria de Oliveira.
Por este motivo, disse, “Angola reafirma a sua total solidariedade para com Cuba e todos os países afectados por tais medidas e insta ao levantamento imediato do embargo, bem como à criação de um ambiente internacional construtivo baseado no respeito, na cooperação e nos direitos humanos”.
De igual modo, Angola agradeceu a Cuba pela organização do evento e reafirmou os laços históricos, a profunda amizade e as sólidas relações diplomáticas entre ambos os países, construídas com base na solidariedade e no apoio mútuo.