Política

Política


PUBLICIDADE

Angola reitera compromisso com prevenção de conflitos e boa governação

Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco da Cruz
Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco da Cruz Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 11h21 16/04/2026 - Actualizado às 11h21 16/04/2026

Luanda - O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, reiterou, esta quarta-feira, em Nova Iorque, o compromisso do seu país com a prevenção de conflitos, boa governação dos recursos naturais e desenvolvimento sustentável.

Ao discursar numa reunião plenária da Assembleia Geral da ONU, dedicada ao tema "O papel dos Diamantes no Financiamento dos Conflitos", Francisco José da Cruz sublinhou que a ligação entre recursos naturais e conflitos armados continua a constituir um desafio significativo à paz e ao desenvolvimento sustentável.

Na ocasião, recordou a experiência do seu país, que, durante décadas, enfrentou um conflito alimentado, em parte, pelo comércio ilícito de diamantes, indica uma nota de imprensa da Missão Permanente de Angola na ONU.

Francisco da Cruz salientou que esta experiência esteve na base dos esforços internacionais que conduziram à criação do Processo de certificação de Kimberley, instrumento fundamental de cooperação multilateral, destinado a impedir a entrada de diamantes de conflito nos mercados legítimos.

Saudou a adopção, esta quarta-feira-feira, da resolução da Assembleia Geral da ONU sobre a matéria, reconhecendo o seu papel no reforço da transparência, responsabilização e prevenção de conflitos.

Enfatizou que persistem desafios relevantes, nomeadamente a evolução das redes de tráfico ilícito e lacunas nos mecanismos de governação, defendendo a necessidade de reforçar e adaptar o Processo de Kimberley, através de maior rastreabilidade, mecanismos de conformidade mais robustos e apoio contínuo aos países produtores.

No plano nacional, destacou os esforços em curso em Angola, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027, para promover a transformação estrutural do sector diamantífero, com particular enfoque na lapidação e valorização local, bem como no reforço da transparência e boa governação.

Estas medidas, frisou, visam assegurar que os recursos naturais contribuam de forma directa para a criação de emprego, crescimento económico e desenvolvimento sustentável, através das cadeias de valor regionais, no quadro da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

O embaixador Francisco José da Cruz realçou que a adopção da resolução constitui um passo importante, mas disse ser essencial garantir a sua implementação plena e efectiva, tendo apelado a um compromisso renovado da comunidade internacional para assegurar que os diamantes deixem de estar associados a conflitos e passem a representar um vector de paz, dignidade e prosperidade.

PUBLICIDADE