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Angola continua preocupada com situação no Leste da RDC

Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, discursa no Conselho de Segurança da ONU
Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, discursa no Conselho de Segurança da ONU Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 11h09 18/04/2026

Luanda – O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, manifestou, esta quarta-feira, em Nova Iorque, profunda preocupação com a situação no Leste da República Democrática do Congo (RDC) e as suas potenciais implicações regionais.

Francisco José da Cruz falava num debate do Conselho de Segurança da ONU, que analisou o relatório do secretário-geral sobre a situação na região dos Grandes Lagos, e reiterou que uma solução sustentável do problema “não pode ser alcançada por meios militares”.

Na ocasião, enalteceu a liderança e esforços do enviado especial do Secretário-Geral da ONU para a Região dos Grandes Lagos, Huang Xia, para promover a implementação do Quadro de Paz, Segurança e Cooperação de 2013 para a RDC e a região, que continua a ser um instrumento central para promover a paz e estabilidade a longo prazo.

Sublinhou que a situação de segurança na Região dos Grandes Lagos continua a deteriorar-se, marcada por uma preocupante proliferação de grupos armados, alimentada pela desconfiança entre as comunidades.

Para o Embaixador Francisco José da Cruz, o conflito no leste da RDC continua a ser uma importante fonte de tensão regional, realçando a importância da implementação plena e verificável dos compromissos assumidos, no âmbito do Acordo-Quadro de Doha, de 15 de Novembro de 2025, do Acordo de Washington, de 4 de Dezembro de 2025, e das resoluções do Conselho de Segurança.

Referiu-se aos esforços do Presidente de Angola, João Lourenço, que tem estado empenhado junto das partes interessadas congolesas para criar as condições necessárias a um diálogo inter-congolês inclusivo, com vista à reconciliação nacional.

Este esforço, segundo o diplomata angolano, resultou na elaboração dos Termos de Referência para um diálogo estruturado, transparente e orientado para resultados, os quais foram submetidos às autoridades da RDC.

Reafirmou o apoio de Angola aos esforços regionais e internacionais em curso para alcançar uma solução política e sustentável para o conflito na RDC.

Destacou a importância de uma maior coordenação e coerência entre todas as iniciativas de mediação, orientadas pelo princípio das “soluções africanas para os problemas africanos”, e o papel de Faure Essozimna Gnassingbé, Presidente do Togo e actual mediador da União Africana.

Apelou ao Conselho de Segurança para que assegure o pleno envolvimento de todas as partes interessadas na implementação dos acordos alcançados e preserve os progressos obtidos no processo de paz.

A concluir, Francisco José da Cruz destacou a importância da participação significativa das mulheres e dos jovens nos esforços de construção da paz, enquanto intervenientes fundamentais na promoção do diálogo e da reconciliação nacional, lê-se numa nota dos Serviços de Imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas.

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