Política

Política


PUBLICIDADE

Recomendadas medidas contra impactos do conflito no Médio Oriente

Reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros
Reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros Imagens: CIPRA

Redacção

Publicado às 19h21 22/04/2026

Luanda – A Comissão Económica do Conselho de Ministros recomendou, esta quarta-feira, a adopção de um conjunto de medidas estratégicas, para fazer face ao impacto negativo do conflito no Médio Oriente na economia angolana.

De acordo com o comunicado final da primeira sessão extraordinária da Comissão Económica, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, entre as medidas adoptadas consta a constituição antecipada de reservas de fertilizantes, pesticidas, sementes, vacinas animais, alimentos, medicamentos e outros insumos essenciais.

A Comissão Económica orientou o reforço da reserva estratégica de combustíveis, a continuidade das políticas de estímulo à produção interna, assim como a aceleração da promoção do “Destino Angola”, com destaque para a estratégia de realização de eventos, conferências e turismo de negócios.

Durante a sessão, foi analisado um memorando sobre os impactos da crise no Médio Oriente, que aponta para efeitos significativos nas finanças públicas, no sector produtivo e no custo de vida.

Segundo o comunicado, o aumento do preço do petróleo, embora represente uma oportunidade de reforço das receitas públicas no quadro do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026, poderá agravar a despesa com subsídios aos combustíveis, devido a dependência do país da importação de refinados.

O Executivo antevê ainda pressões inflacionárias, impulsionadas pelo encarecimento de bens e serviços importados, com impacto directo no poder de compra das famílias.

Na sessão, foi apreciado um projecto de Decreto Presidencial que estabelece medidas excepcionais de apoio às empresas e unidades económicas afectadas por calamidades naturais, com destaque para as recentes inundações.

O diploma prevê instrumentos financeiros e fiscais destinados a assegurar a recuperação das actividades económicas e a preservação dos postos de trabalho.

Entre as medidas, destaca-se a criação de uma linha de crédito de 30 mil milhões de kwanzas, em condições bonificadas, para apoiar a reposição de activos produtivos, reforçar a liquidez das empresas e reduzir o risco de insolvência.

No comunicado, o Executivo reafirma o compromisso de continuar a mobilizar recursos humanos, técnicos e financeiros para mitigar os efeitos das calamidades, prestar assistência às populações afectadas e acelerar a reposição das condições de vida nas zonas atingidas.

PUBLICIDADE