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Adão de Almeida afirma que modelo constitucional angolano garante estabilidade política

Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, dirige palestra, realizada na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo
Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, dirige palestra, realizada na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo Imagens: Assembleia Nacional

Redacção

Publicado às 07h38 30/04/2026

Luanda - O Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão de Almeida, afirmou, esta quarta-feira, em Maputo (Moçambique), que o modelo constitucional angolano tem sido determinante para garantir a estabilidade do sistema político e promover a eficiência governativa.

De acordo com informação divulgada no site da Assembleia Nacional, Adão de Almeida orientou uma palestra subordinada ao tema “A posição constitucional do Parlamento em Angola: desafios e perspectivas”, realizada na Universidade Eduardo Mondlane, no quadro da sua visita de quatro dias a Moçambique.

Segundo Adão de Almeida, o modelo de governação vigente, tal como definido pela Constituição de Angola, tem demonstrado capacidade para assegurar o normal funcionamento das instituições e evitar situações de bloqueio institucional.

“Não temos uma situação de bloqueio institucional, nem um relacionamento complexo entre órgãos. Sempre que surgem situações pontuais, existem mecanismos constitucionais que permitem repor a normalidade”, sublinhou.

Realçou que o sistema tem sido eficaz, ao garantir um ambiente de estabilidade política, considerado essencial para o processo de recuperação e desenvolvimento do país, mas reconheceu que “o modelo não é perfeito nem definitivo”.

Ao enfatizar que “não há modelos acabados. Trata-se de uma construção humana, sempre sujeita a melhorias”, explicou que, com a revisão constitucional de 2010, Angola optou por desenvolver um modelo próprio, ajustado à sua realidade interna, afastando-se da simples reprodução de modelos estrangeiros.

Segundo disse, trata-se de uma “declaração de independência constitucional”, que privilegia soluções pensadas a partir das necessidades do país, adiantando que, embora o modelo enfrente críticas, o processo é natural, porque todos os sistemas políticos passam por fases de maturação.

Recordou que o actual sistema angolano é de base presidencial, onde o Presidente da República é o titular do poder executivo, exerce directamente o poder executivo, auxiliado por colaboradores.

No modelo actual, salientou, o Parlamento não pode destituir o Presidente da República, e este não pode dissolver a Assembleia Nacional, o que reforça a separação de poderes.

Em relação ao modelo eleitoral, concebido para favorecer a estabilidade política em diferentes cenários, Adão de Almeida deu a conhecer que, em Angola, as eleições são gerais e simultâneas, ou seja, o voto escolhe ao mesmo tempo o partido e o seu candidato a Presidente da República.

Adiantou que o cabeça de lista do partido mais votado torna-se automaticamente Presidente da República e os deputados são eleitos por representação proporcional.

Segundo Adão de Almeida, este modelo procura evitar conflitos entre o Executivo e a maioria parlamentar, promovendo maior alinhamento político, e realçou que a Constituição angolana prevê mecanismos específicos para lidar com situações de crise.

Para Adão de Almeida, a estabilidade política é um factor central para o desenvolvimento, sobretudo no contexto africano, onde é necessário evitar situações que comprometam o progresso económico e social.

A delegação parlamentar angolana, dirigida por Adão de Almeida, integra os deputados Manuel Dembo, Alcides Sakala e Elizandra Coelho, e encontra-se desde segunda-feira, em Maputo, a realizar uma visita oficial de quatro dias a Moçambique.

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