PAZ

Paz considerada alicerce da estabilidade do Estado e consolidação da democracia

Ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, apresentou a exposição Caminhos de Fogo, Horizontes de Paz, aos participantes da Conferência Internacional em alusão ao Dia da PazImagem: Edições Novembro

03/04/2026 12h59

Luanda – O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, afirmou, esta quinta-feira, em Luanda, que a paz é o principal alicerce da estabilidade do Estado, consolidação da democracia, unidade e coesão nacional e bem-estar social e desenvolvimento sustentável.

Ao discursar na abertura e encerramento da Conferência Internacional da Paz, realizada sob o lema “Pelo desenvolvimento económico e bem-estar dos angolanos, juntos de mãos dadas”, recordou que Angola assinala, a 04 do corrente mês, 24 anos de alcance da paz, e sublinhou o elevado sentido de Estado e espírito patriótico simbolizados pelo momento histórico.

Francisco Furtado sublinhou que a data tem grande significado na memória colectiva dos angolanos, por representar o fim de um longo conflito armado e o início de uma nova etapa de estabilidade política, reconciliação nacional e unidade entre os cidadãos.

Recordou que a paz foi alcançada, após 27 anos de guerra, que resultou em perda de vidas humanas, elevado número de cidadãos mutilados e destruição de infra-estruturas.

Sublinhou que os promotores da paz optaram por abandonar o recurso às armas e passaram a contribuir activamente para a estabilidade e crescimento de Angola, alertando que a paz não é um dado adquirido nem irreversível, e exige vigilância permanente, visão estratégica, capacidade institucional e liderança firme para prevenir ameaças cada vez mais complexas.

Realçou que o mundo vive um contexto de incertezas, marcado por riscos crescentes à estabilidade e coexistência pacífica entre as nações, salientando que os conflitos actuais assumem formas híbridas e assimétricas, por envolverem pressões económicas, manipulação de informação, acções cibernéticas e sanções, com impacto directo na estabilidade dos Estados.

Relativamente a África, considerou que o continente, devido a sua posição geo-estratégica e riqueza em recursos naturais, continua a ser alvo de interesses externos, enfatizando o papel da União Africana na promoção da paz, segurança e desenvolvimento.

Destacou o posicionamento de Angola no contexto internacional, reconhecendo que exige reforço contínuo da capacidade de análise estratégica, antecipação de riscos e fortalecimento das instituições, principalmente as Forças Armadas e os órgãos de defesa e segurança do Estado.

Disse que Angola deve continuar a assumir a sua posição na promoção da segurança, estabilidade e defesa das normas internacionais consagradas na Carta das Nações Unidas.

Francisco Furtado sublinhou que a preservação da paz exige investimento permanente na capacidade institucional, reforço da coesão social, modernização dos instrumentos de defesa e segurança e desenvolvimento de uma cultura estratégica assente na antecipação e na resiliência.

Destacou que as reflexões produzidas durante a conferência reforçam a necessidade de uma abordagem integrada, multidimensional e cooperativa na gestão dos riscos emergentes, e valorizou o elevado sentido de participação dos presentes.

A conferência visou evidenciar o percurso de Angola, desde o fim do conflito armado até a consolidação de uma paz duradoura, posicionando esta experiência como um factor relevante para o reforço dos pilares estruturantes da segurança nacional, no que concerne à estabilidade política, coesão social e autoridade do Estado.

Os temas foram abordados por individualidades de reconhecido prestígio internacional, nos domínios da defesa, segurança e análise estratégica, cuja experiência governativa, académica e operacional conferiu a conferência um elevado nível de credibilidade e profundidade analítica.

O programa da conferência contemplou três painéis, sobre os temas “O Direito Internacional num tempo de guerra permanente”, “Guerras Híbridas no Século XXI: Lições estratégicas dos conflitos na Ucrânia e no Irão para África” e “A análise estratégica como instrumento fundamental de apoio à tomada de decisão no novo contexto geopolítico”.

Foram prelectores e oradores principais Carlos Feijó, Azeredo Lopes, general de exército reformado Geraldo Sachipengo Nunda, major-general Agostinho Costa, embaixador Matias Bertino Matondo e Heitor Romana.

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