PAZ E RECONCILIAçãO
Dionísio da Fonseca exorta os angolanos a preservarem a paz
05/04/2026 11h52
Luanda - O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, exortou, este sábado, em Menongue (Cubango), os angolanos a preservarem a paz, valorizarem as conquistas alcançadas, trabalharem juntos pelo desenvolvimento do país e encararem com optimismo o futuro de Angola.
Ao discursar no acto central do 04 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, Dionísio da Fonseca destacou o papel da juventude angolana na preservação da paz, sublinhando que o presente e do futuro de Angola depende da sua energia, talento e compromisso.
Ao considerar a juventude angolana guardiã da paz, adiantou que a conquista da paz permitiu edificar um Estado de direito e democrático, reconciliar a nação, conceber e implementar um programa de reconstrução das infra-estruturas e definir políticas públicas mais centradas no desenvolvimento das pessoas.
Realçou que o 04 de Abril não é um símbolo profundo de reconciliação nacional, perdão e esperança, tendo apelado à convivência entre instituições públicas e privadas, partidos políticos, comunidades e famílias, por existir oportunidades de continuar a se construir uma nação mais coesa, aberta ao investimento privado e para acolher turistas e investidores.
Ressaltou que Angola está comprometida com a paz mundial, com o desenvolvimento sustentável e a integração económica regional.
Dionísio da Fonseca sublinhou que o 04 de Abril, que este ano se celebrou sob o lema “Pelo desenvolvimento económico e bem-estar dos angolanos, juntos de mãos dadas”, constitui o bem mais precioso que o povo angolano conquistou, depois da Independência nacional.
“A guerra devastou infra-estruturas, separou famílias e limitou profundamente o potencial económico e social do país, porém o povo angolano demonstrou uma qualidade extraordinária que é a capacidade de perdoar, reconciliar e recomeçar”, enfatizou.
Salientou que, depois de conquistada a paz, a prioridade nacional virou-se para a reconstrução do país, reconciliar o povo e lançar as bases de um desenvolvimento sustentável e inclusivo, ressaltando a reconstrução de estradas, pontes, caminho-de-ferro, aeroportos, hospitais e escolas, como grandes conquistas do período pós-guerra.
Recordou que espaços onde foram travadas grandes batalhas, como no Cuito Cuanavale (Cubango), Quifangondo (Luanda), Ebo (Cuanza Sul), Nto (Cabinda), Cangamba (Moxico), Mavinga (Cuando) e outros locais de memória, “estão hoje ligados à produção agrícola e ao desenvolvimento urbano”.
O ministro de Estado realçou que a cidade de Menongue tem um significado especial, por ter sido testemunha directa dos sacrifícios do povo angolano, sendo hoje um exemplo de reconstrução e convivência pacífica, sublinhando que “a província do Cubango é um símbolo de resistência, unidade, sustentabilidade e futuro”.
A título de exemplo, revelou que, a conquista da paz, permitiu a construção de 156 escolas, com mil 781 salas de aulas, que atendem os diversos sub-sistemas de ensino, e 82 unidades sanitárias, asseguradas por mil e 84 funcionários.
Ao reconhecer que a província pode ter um peso mais relevante e significativo na diversificação da economia do país, assegurou que o Executivo continuará a dinamizar projectos estruturantes para o Cubango.
Apontou a estrada nacional 140/295, no troço Caiundo Mbala Chavo/Chavati, a conclusão de 212 apartamento da primeira fase da centralidade de Menongue, o Campus Universitário Cuito Cuanavale, bem como a extensão da rede eléctrica e do sistema de abastecimento de água, como alguns dos projectos estruturantes.
Sublinhou ainda a produção agrícola, com resultados de crescimento no cultivo de milho, massango, massambala, arroz, entre outros, defendendo a necessidade de fortalecer as famílias e expandir as 213 escolas de campos e potenciar as 44 associações e 145 cooperativas, assim como as sete fazendas existentes na província.