DIPLOMACIA
Angola advoga a transição de países em crescimento
12/04/2026 12h10
Luanda - O representante de Angola junto da ONU, Francisco da Cruz, sublinhou, em Nova Iorque, a necessidade de reforçar o actual enquadramento de transição suave, face a um contexto global marcado por choques externos, vulnerabilidades estruturais e desafios persistentes ao desenvolvimento sustentável.
Segundo uma nota do MIREX, o diplomata angolano fez estas declarações quinta-feira, ao co-presidir à sessão organizacional retomada e à primeira reunião substantiva do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Transição Suave para países que transitam da categoria de Países Menos Avançados (PMA) para Países de Rendimento Médio (PRM).
Na ocasião, destacou a importância de assegurar que os países em processo de graduação não enfrentem retrocessos nos seus progressos económicos e sociais.
Neste contexto, defendeu um enquadramento mais eficaz, previsível e orientado para resultados concretos, com mecanismos que reforcem a capacidade dos países em transição, promovam melhor coordenação do sistema das Nações Unidas e garantam apoio internacional contínuo após a graduação.
O painel temático, liderado por Angola, reuniu altos representantes do sistema das Nações Unidas, incluindo o Escritório do Alto Representante para os PMA, Países em Desenvolvimento sem Litoral e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, o Departamento de Assuntos Económicos e Sociais e o Escritório de Coordenação do Desenvolvimento.
A reunião marcou o início formal dos trabalhos substantivos deste processo intergovernamental, criado pela Assembleia Geral da ONU com o objectivo de rever e actualizar o enquadramento internacional de apoio aos países em transição, garantindo um processo sustentável, previsível e ajustado aos desafios actuais.