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Presidente do Gabão discursa na AN e defende reforço da cooperação com Angola

Chefe de Estado do Gabão, Oligui Nguema, recebido pelo Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida
Chefe de Estado do Gabão, Oligui Nguema, recebido pelo Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida Imagens: Assembleia Nacional

Redacção

Publicado às 12h40 07/05/2026 - Actualizado às 13h03 07/05/2026

Luanda - O Presidente do Gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema, defendeu, esta quarta-feira, na Assembleia Nacional, o reforço de cooperação com Angola, e sublinhou a necessidade de aprofundar as relações bilaterais entre os dois países.

O estadista gabonês, que realiza uma visita de Estado de três dias a Angola, a convite do seu homólogo angolano, João Lourenço, participou numa sessão solena especial na Assembleia Nacional.

Na sua intervenção, o Chefe de Estado gabonês destacou os laços históricos de amizade existentes entre os dois povos e manifestou gratidão ao seu homólogo angolano, João Lourenço, e ao Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, pelo convite e recepção.

Oligui Nguema referiu que o Gabão atravessa uma nova fase política, marcada por mudanças recentes que decorreram de forma pacífica e sem derramamento de sangue.

Acrescentou que as instituições do Estado estão em pleno funcionamento e reiterou o compromisso do seu país com a democracia, boa governação e afirmação da soberania nacional.

No plano económico, o Presidente chamou a atenção para uma cooperação mais concreta entre os dois países, sugerindo parcerias nos domínios da agro-indústria, transformação local de recursos minerais e valorização dos recursos florestais e turísticos.

Destacou ainda oportunidades nas energias renováveis, com enfoque na solar e hidro-eléctrica, bem como no desenvolvimento de infra-estruturas estratégicas, incluindo o Corredor do Lobito.

A preservação da Bacia do Congo foi outro do ponto do seu discurso, tendo apelado a uma acção concertada dos países africanos para garantir maior reconhecimento internacional e financiamento para a protecção ambiental, no contexto da luta contra as alterações climáticas.

No domínio da segurança, o estadista gabonês defendeu o reforço da cooperação regional como elemento essencial para assegurar a estabilidade na África Central, que considerou determinante para o desenvolvimento económico e bem-estar das populações.

Concluiu com um apelo à intensificação das relações económicas e comerciais entre Angola e o Gabão, bem como à coordenação de esforços para enfrentar desafios comuns na região, dá conta um despacho noticioso publicado no site da Assembleia Nacional de Angola.

Adão de Almeida defende reforço da cooperação parlamentar entre Angola e Gabão

Por seu lado, o Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, manifestou o interesse de Angola em aprofundar as relações bilaterais com o Gabão, e destacou os avanços registados no processo de transição política e institucional naquele país.

Ao intervir na cerimónia solene realizada na Assembleia Nacional, em honra da visita do Chefe de Estado do Gabão, Brice Nguema, afirmou que Angola acompanha com particular atenção a evolução da situação política no Gabão.

Neste contexto sublinhou os esforços desenvolvidos em diversos domínios, com destaque para as reformas estruturais do Estado, institucionalização de um novo quadro constitucional, bem como as medidas orientadas para o reforço da boa governação e transparência.

Segundo Adão de Almeida, essas iniciativas colocam o Gabão na rota do desenvolvimento e promoção do bem-estar dos seus cidadãos, criando bases sólidas para uma cooperação mais estreita entre os dois países.

Salientou ainda que a visita de Estado de uma alta entidade gabonesa a Angola ocorre num contexto marcado por desafios na diplomacia global, o que, no seu entender, impõe aos Estados africanos a necessidade de reforçar os laços de cooperação, promovendo a união e a unidade no continente.

Adão de Almeida reiterou que, numa altura em que África procura afirmar-se como protagonista do seu próprio destino, torna-se imperioso aprofundar as relações não apenas no plano bilateral, mas também nos níveis regional e continental.

Concluiu afirmando que a visita constitui um sinal claro na direcção do fortalecimento da cooperação africana, representando igualmente um testemunho de que o continente continua a acreditar no seu potencial e na capacidade de trabalhar de forma unida em prol do bem-estar dos seus povos.

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