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Angola reconhece importância de assegurar mercados energéticos estáveis

Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco da Cruz
Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco da Cruz Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 12h25 16/05/2026 - Actualizado às 12h26 16/05/2026

Luanda - O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, sublinhou, esta sexta-feira, em Nova Iorque, que Angola reconhece a importância de assegurar mercados energéticos estáveis e fiáveis, e defende a promoção de uma transição energética justa, equilibrada e inclusiva que respeite as realidades nacionais e as prioridades de desenvolvimento.

Francisco José da Cruz falava na reunião especial do Conselho Económico e Social (ECOSOC) sobre a salvaguarda dos fluxos de energia e abastecimento e o apoio ao desenvolvimento global através da cooperação internacional, que abordou as perturbações críticas e contínuas nas cadeias de energia e de abastecimento, que estão a causar impactos globais no comércio, segurança alimentar e estabilidade macro-económica.

Na ocasião, Francisco José da Cruz salientou que as recentes perturbações nos fluxos de energia e de abastecimento expuseram, uma vez mais, as vulnerabilidades estruturais dos países em desenvolvimento, particularmente em África.

Segundo disse, o aumento dos preços da energia, as pressões inflacionistas, as perturbações no comércio e na logística e o crescente endividamento continuam a afectar as economias e o quotidiano das populações.

Referiu que para Angola, a salvaguarda dos fluxos energéticos e de abastecimento está fundamentalmente ligada ao desenvolvimento, industrialização, segurança alimentar, erradicação da pobreza e estabilidade regional.

Assinalou que Angola considera que o reforço das infra-estruturas e da conectividade é essencial para aumentar a resiliência, face a futuras perturbações globais.

Destacou a importância estratégica do Corredor de Lobito, como uma iniciativa africana concreta destinada a melhorar a conectividade regional, facilitar o comércio e apoiar a integração económica em todo o continente, em consonância com os objectivos da Zona de Livre Comércio Continental Africana.

Disse que o corredor representa um contributo importante para a construção de cadeias de abastecimento mais resilientes, promoção de cadeias de valor regionais e apoio à transformação económica sustentável em África.

Francisco José da Cruz manifestou preocupação com a redução do espaço orçamental enfrentado por muitos países em desenvolvimento, particularmente em virtude do aumento dos custos do serviço da dívida e do acesso limitado a financiamento acessível.

Reiterou a importância do reforço da cooperação internacional, melhoria do acesso ao financiamento concessional e apoio a investimentos em infra-estruturas resilientes e em desenvolvimento sustentável.

“Os desafios que enfrentamos reafirmam a necessidade urgente de um sistema económico internacional mais equitativo e orientado para o desenvolvimento, capaz de responder eficazmente às realidades e prioridades dos países em desenvolvimento”, enfatizou.

Reafirmou o compromisso de trabalhar em prol de soluções práticas e cooperativas que reforcem a resiliência, promovam o desenvolvimento sustentável e garantam que nenhum país fique para trás.

Reiterou a aposta na diversificação da sua matriz energética, incluindo a hidro-electricidade, a energia solar e os programas de electrificação rural, visando alargar o acesso a energia acessível e sustentável, sublinha uma nota de imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

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